1) FESTIVAL DE ARTE ESPÍRITA: Walkíria Kaminsky, qual a tua concepção de Arte Espírita?
Minha visão sobre o tema Arte Espirita passa primeiro por algumas questões basilares
tais como
O que é a Arte?
Arte pra mim e a manifestação mais intima e complexa do espirito humano
esteja ele num plano de vibrações mais sutis ou na vida terrena;.
Processo artístico:
O processo artístico tem inicio nos mais profundos espaços
da alma quando esta, cheia de sentimentos sublimes ou
atormentada por seus infernos pessoais, precisa criar e assim,
num processo catarquico,esvaziar seus psiquismo inundado
de conteúdos maiores do que o individuo nesse estado possa
suportar.
Nesses dois extremos da criação artístico catarquica podemos
observar como exemplo nas artes plasticas desdes quadros magistrais de William
Turner e Monet como obras feitas por pacientes de hospitais psiquiátricos que,
ao pintar ou desenhar imagens consideradas esteticamente feias e ate assustadoras,
liberam seus medos, aflições a ansiedades, conseguindo assim aliviar as tensões
psíquicas que os levariam a crises de delírio e desequilíbrio intimo.
Arte do espirito no plano terrestre:
Em ambos os casos, desde que a fonte da arte é o espirito do artista
ou do doente mental,como não dizer que esta também é uma forma de arte
do espirito encarnado sem ser arte espirita?
Arte do espírito nos planos mais sutis:
Nos planos mais sutis a arte do espirito
tem no minimo duas grandes vertentes as quais tenho
a benção de conhecer:
Arte Renascimento e Arte Regeneradora
Arte Renascimento:
Seu objetivo é promover um segundo Renascimento terreno em todas as formas de Arte
Arte Regeneradora;
Seu objetivo é trabalhar os sofrimentos da alma , esteja ela ou não encarnada
através de muitos trabalhos tanto no plano terreno como nos círculos espirituais,
no que cientistas e pesquisadores terrenos não espiritas
ja intitulam ha décadas de Medicina da Alma.
dentro dessa da vertente da Arte Regeneradora estão inseridos
entre outros tantos, os trabalhos mediúnicos de Arte Fortalecedora da fé
e Arte Cura,
Arte Mediúnica - junção de duas esferas de artistas e médicos que se manifestando através de médiuns vem colaborar nos processo de cura
das almas adoecidas de encarnados e desencarnados ligados ás provações terrenas.
Processos de arte mediúnica fortalecedora da fé - Nesses trabalhos, médiuns recebem obras que são idênticas em estilo e
perfeição artística ás feitas pelos artistas quando habitavam o mesmo plano terreno que nós,
Sua função principal é divulgar a existência da vida pós mortem física e fortalecer a fé na
continuidade da vida na espiritualidade;
Processos de arte mediúnica regeneradora:
Nesses trabalhos médiuns recebem obras que trazem energias medicamentosas mais sutis para os presentes alem de recolher espíritos doentes para serem tratados nos atelieres da arte terapia das colonias espirituais.
Arte espírita: diante da complexidade do tema e do tempos em que vivemos, sob meu ponto de vista, toda
Arte oriunda do espírito pode ser considerada e não classificada como Arte espirita sem ser obrigatoriamente doutrinária mas
que esta se fazendo visível e propiciando mudanças importantes em todos os recantos planetários e na esferas espirituais ao nosso redor.
Continua em posterior post...
LC Menezes: Arte, cultura & cotidiano
terça-feira, junho 21, 2011
O que é Arte Espírita?
A Arte
Esta noite gostaríamos de saber sobre a arte, se possível a arte cristã e espírita. Posteriormente sobre o nosso papel como artistas espíritas. O que podem nos dizer quanto a este tema?
Filho, este é um questionamento muito importante devido ao vosso comprometimento com este tipo de trabalho. Aliás, nosso comprometimento. Referente à arte temos uma enormidade de materiais, exemplos e assuntos relacionados ao assunto como um todo. Analisando de forma bem superficial, a arte é sempre um efeito, uma conseqüência da cultura e do pensamento humano de cada época. Ela é influenciada pelos fatos, pelas pessoas, pelas crendices, pela fé, pelas religiões, pelo aspecto moral ou falta dele.
A arte é instrumento. E como tal pode ser maléfica ou benéfica. Há inúmeros exemplos e casos relatados na história da humanidade sobre estes aspectos. Quantos de nós somos “eternos” artistas falidos que levaram, influenciaram outros irmãos de forma negativa ao sermos artistas irresponsáveis que “pregaram” a imoralidade, os abusos, os vícios, a mentira, a futilidade ao nosso público alvo. Quantas mentes transviamos! Dos menores aos maiores e maduros...
É uma infinidade de erros que cometemos utilizando o instrumento da arte para o desvio do caminho para Deus!
Contudo, da mesma forma, houveram e ainda há os artistas divinos que por sua vez trouxeram, trazem e ainda trarão muito mais do que já existe do bem divino à humanidade. E não estamos falando de uma arte religiosa, mas sincera, pura e divinamente inspirada.
Não há um único artista do mundo, material ou espiritual, que não esteja servindo de “médium das belezas eternas” como afirma nosso querido Emmanuel! A arte é produto da autêntica mediunidade inspirada e por vezes direta e até inconsciente!
A arte terá no futuro um espaço muito maior do que hoje grassa na Terra. Quanto mais se evolui, mais se pensa no belo. Mais se pensa no bom! E para isso, o homem deixará pela inteligência de realizar serviços braçais que serão automatizados para se ter tempo para o belo e o bom da futura arte ainda inimaginável ao seres atuais deste planeta!
Em obras como a “Divina Comédia” de Dante percebe-se como a arte pode transformar o inenarrável, o absurdo, a destruição e o descompasso do espírito humano em algo belo e sublime, mesmo que até aterrorizante. É um trabalho de evangelização. A intenção da arte vale muito para Deus.
Futuramente, não precisaremos destes aspectos para fazer a arte, pois já será um passado terrífico da humanidade. Servirá apenas de história para lembrar os erros distantes e nada mais.
A arte terá o objetivo nos próximos anos e décadas de continuar a educação, chamando os que ainda não acordaram para a vida verdadeira, fazendo-os refletir sobre o que é preciso fazer para seguir um caminho da vida voltado para a felicidade e para o bem.
Kardec já citou em sua codificação, discorrendo brevemente sobre o assunto da arte. Há e continuará havendo uma arte espírita. Mas isto será apenas um termo de cunho interpretativo que durará ainda por consideráveis anos, pois ainda é necessário para proteger os princípios da verdadeira arte baseados nos princípios da Doutrina Espírita.
Contudo não se esqueça o que os espíritos têm falado sempre. A Doutrina Espírita será o futuro das religiões e não a religião do futuro. Esqueçam meus amigos espíritas de tentar ser a maioria na Terra, se atentem aos princípios desta maravilhosa Doutrina, estes serão assimilados pelas outras religiões ou mesmo outras doutrinas. Até porque os princípios não são do Espiritismo, e sim do acúmulo do conhecimento humano, trazidos e relembrados pelos espíritos.
Assim será também com a arte espírita. O que valerá e contará são os princípios espíritas: Pluralidade dos Mundos; Vidas Sucessivas; Evolução do Espírito; Crença num único Deus; Imortalidade da Alma e Comunicação com os espíritos.
Percebam que a arte espírita será também o futuro das artes, mas não a arte do futuro. E isso é o que menos importa. A relevância está no fato que todas as artes do mundo serão voltadas para o belo e o bom como deveria ser sempre. Tudo evolui e a arte trará benefícios maiores, pois tem o poder de tocar as fibras do ser imortal.
Tem o poder de fazer refletir; fazer mudar; de ensinar; de estimular e de fazer amar com alegria e emoção inenarráveis ao ser. É um instrumento que toca o imo de cada alma e que faz trocar olhares, respirações, vibrações!
Por fim, aos artistas espíritas cabe o DEVER de primeiramente se auto-educarem.
Como fazer algo tão importante?
Primeiramente reconhecer sua falibilidade. Reconhecer sua pequenez e saber sem sombra de dúvidas que foi e continua sendo um artista do passado falido e que está tendo talvez e provavelmente a última oportunidade de atuar neste campo levando o amor que deixou de plantar no passado recente e distante.
É hora de aproveitar e plantar o bem. Contudo, é hora de colher o mal e só por isso não é e nem será uma tarefa fácil.
O artista deve sentir na pele a incompreensão. A começar pelos mais próximos. Muitas vezes a família. Ou então, os companheiros da Doutrina e por fim os próprios companheiros e artistas espíritas... falo alguma novidade? Com certeza não!
Mais do que isso, o artista deve trabalhar não apenas na caridade da arte que como sabemos, é sim uma caridade. Caridade perigosa por “cutucar” o ego, o orgulho, o egoísmo e a vaidade, mas sempre uma caridade. É preciso estar atento e não deixar de realizar outras “caridades” que arrefecem esta vaidade. Uma caridade que não dê “ibope” ou prestígio para servir de lição a fim do que deve ser feito com amor. Lembremos do “não saiba a vossa mão esquerda o que faça a direita”...
Noutro aspecto, o artista deve conhecer! Conhecer a técnica, estudá-la, produzi-la, buscá-la no mundo e trazê-la para o seu ambiente. É preciso persistência, perseverança e muito equilíbrio. E isto se dá com o outro tipo de conhecimento: O Moral! Daí vem as reflexões, as leituras das obras codificadas, da Bíblia e tantos outros textos e obras pertinentes que acrescentem em moralidade. Não nos restrinjamos apenas a um núcleo. O Evangelho do Senhor deve ser o ponto de partida para este conhecimento! Ele é o ponto inicial e final da perfeição que devemos buscar!
Por fim, há o principal e mais grave ponto a ser considerado. O exemplo! O artista do bem (não só o espírita) deve ser o mais cobrado perante a humanidade, pois ao representar o bem sobre os palcos, nas praças, nos palanques, nas ruas, nos centros, nos teatros, nas literaturas entre outros... É necessário exemplificar tudo o que demonstra, escreve, representa e cria no dia-a-dia. Sem esmorecer.
Assim, dizemos com toda a certeza que o maior artista do bem que já existiu nesta bendita Terra foi o Mestre Jesus. Um artista autêntico que não só representou, criou, mas exemplificou. Foi o maior orador em suas palestras magníficas. Foi o maior contador de histórias, foi o maior carpinteiro que fez peças belas e simples como nunca alguém fez. Foi o maior ator que representou o amor do Pai no orbe. Enfim, poderia ter sido muito mais, só que na sua humildade e foco específicos permitiu apenas mostrar algumas de suas habilidades artísticas no mundo.
Então, qual artista você quer ser? Eu escolho o artista do bem e para isso quero ter coragem de ser o exemplo que ainda não sou, mas um dia, se o Pai permitir, o serei!
Obrigado! Jesair Pedinte – 13.06.11
Site: www.wix.com/pedintedeamor/pedintedeamor
Blog: http://pedintedeamor.blogspot.com/
E-mail: pedintedeamor@gmail.com
Esta noite gostaríamos de saber sobre a arte, se possível a arte cristã e espírita. Posteriormente sobre o nosso papel como artistas espíritas. O que podem nos dizer quanto a este tema?
Filho, este é um questionamento muito importante devido ao vosso comprometimento com este tipo de trabalho. Aliás, nosso comprometimento. Referente à arte temos uma enormidade de materiais, exemplos e assuntos relacionados ao assunto como um todo. Analisando de forma bem superficial, a arte é sempre um efeito, uma conseqüência da cultura e do pensamento humano de cada época. Ela é influenciada pelos fatos, pelas pessoas, pelas crendices, pela fé, pelas religiões, pelo aspecto moral ou falta dele.
A arte é instrumento. E como tal pode ser maléfica ou benéfica. Há inúmeros exemplos e casos relatados na história da humanidade sobre estes aspectos. Quantos de nós somos “eternos” artistas falidos que levaram, influenciaram outros irmãos de forma negativa ao sermos artistas irresponsáveis que “pregaram” a imoralidade, os abusos, os vícios, a mentira, a futilidade ao nosso público alvo. Quantas mentes transviamos! Dos menores aos maiores e maduros...
É uma infinidade de erros que cometemos utilizando o instrumento da arte para o desvio do caminho para Deus!
Contudo, da mesma forma, houveram e ainda há os artistas divinos que por sua vez trouxeram, trazem e ainda trarão muito mais do que já existe do bem divino à humanidade. E não estamos falando de uma arte religiosa, mas sincera, pura e divinamente inspirada.
Não há um único artista do mundo, material ou espiritual, que não esteja servindo de “médium das belezas eternas” como afirma nosso querido Emmanuel! A arte é produto da autêntica mediunidade inspirada e por vezes direta e até inconsciente!
A arte terá no futuro um espaço muito maior do que hoje grassa na Terra. Quanto mais se evolui, mais se pensa no belo. Mais se pensa no bom! E para isso, o homem deixará pela inteligência de realizar serviços braçais que serão automatizados para se ter tempo para o belo e o bom da futura arte ainda inimaginável ao seres atuais deste planeta!
Em obras como a “Divina Comédia” de Dante percebe-se como a arte pode transformar o inenarrável, o absurdo, a destruição e o descompasso do espírito humano em algo belo e sublime, mesmo que até aterrorizante. É um trabalho de evangelização. A intenção da arte vale muito para Deus.
Futuramente, não precisaremos destes aspectos para fazer a arte, pois já será um passado terrífico da humanidade. Servirá apenas de história para lembrar os erros distantes e nada mais.
A arte terá o objetivo nos próximos anos e décadas de continuar a educação, chamando os que ainda não acordaram para a vida verdadeira, fazendo-os refletir sobre o que é preciso fazer para seguir um caminho da vida voltado para a felicidade e para o bem.
Kardec já citou em sua codificação, discorrendo brevemente sobre o assunto da arte. Há e continuará havendo uma arte espírita. Mas isto será apenas um termo de cunho interpretativo que durará ainda por consideráveis anos, pois ainda é necessário para proteger os princípios da verdadeira arte baseados nos princípios da Doutrina Espírita.
Contudo não se esqueça o que os espíritos têm falado sempre. A Doutrina Espírita será o futuro das religiões e não a religião do futuro. Esqueçam meus amigos espíritas de tentar ser a maioria na Terra, se atentem aos princípios desta maravilhosa Doutrina, estes serão assimilados pelas outras religiões ou mesmo outras doutrinas. Até porque os princípios não são do Espiritismo, e sim do acúmulo do conhecimento humano, trazidos e relembrados pelos espíritos.
Assim será também com a arte espírita. O que valerá e contará são os princípios espíritas: Pluralidade dos Mundos; Vidas Sucessivas; Evolução do Espírito; Crença num único Deus; Imortalidade da Alma e Comunicação com os espíritos.
Percebam que a arte espírita será também o futuro das artes, mas não a arte do futuro. E isso é o que menos importa. A relevância está no fato que todas as artes do mundo serão voltadas para o belo e o bom como deveria ser sempre. Tudo evolui e a arte trará benefícios maiores, pois tem o poder de tocar as fibras do ser imortal.
Tem o poder de fazer refletir; fazer mudar; de ensinar; de estimular e de fazer amar com alegria e emoção inenarráveis ao ser. É um instrumento que toca o imo de cada alma e que faz trocar olhares, respirações, vibrações!
Por fim, aos artistas espíritas cabe o DEVER de primeiramente se auto-educarem.
Como fazer algo tão importante?
Primeiramente reconhecer sua falibilidade. Reconhecer sua pequenez e saber sem sombra de dúvidas que foi e continua sendo um artista do passado falido e que está tendo talvez e provavelmente a última oportunidade de atuar neste campo levando o amor que deixou de plantar no passado recente e distante.
É hora de aproveitar e plantar o bem. Contudo, é hora de colher o mal e só por isso não é e nem será uma tarefa fácil.
O artista deve sentir na pele a incompreensão. A começar pelos mais próximos. Muitas vezes a família. Ou então, os companheiros da Doutrina e por fim os próprios companheiros e artistas espíritas... falo alguma novidade? Com certeza não!
Mais do que isso, o artista deve trabalhar não apenas na caridade da arte que como sabemos, é sim uma caridade. Caridade perigosa por “cutucar” o ego, o orgulho, o egoísmo e a vaidade, mas sempre uma caridade. É preciso estar atento e não deixar de realizar outras “caridades” que arrefecem esta vaidade. Uma caridade que não dê “ibope” ou prestígio para servir de lição a fim do que deve ser feito com amor. Lembremos do “não saiba a vossa mão esquerda o que faça a direita”...
Noutro aspecto, o artista deve conhecer! Conhecer a técnica, estudá-la, produzi-la, buscá-la no mundo e trazê-la para o seu ambiente. É preciso persistência, perseverança e muito equilíbrio. E isto se dá com o outro tipo de conhecimento: O Moral! Daí vem as reflexões, as leituras das obras codificadas, da Bíblia e tantos outros textos e obras pertinentes que acrescentem em moralidade. Não nos restrinjamos apenas a um núcleo. O Evangelho do Senhor deve ser o ponto de partida para este conhecimento! Ele é o ponto inicial e final da perfeição que devemos buscar!
Por fim, há o principal e mais grave ponto a ser considerado. O exemplo! O artista do bem (não só o espírita) deve ser o mais cobrado perante a humanidade, pois ao representar o bem sobre os palcos, nas praças, nos palanques, nas ruas, nos centros, nos teatros, nas literaturas entre outros... É necessário exemplificar tudo o que demonstra, escreve, representa e cria no dia-a-dia. Sem esmorecer.
Assim, dizemos com toda a certeza que o maior artista do bem que já existiu nesta bendita Terra foi o Mestre Jesus. Um artista autêntico que não só representou, criou, mas exemplificou. Foi o maior orador em suas palestras magníficas. Foi o maior contador de histórias, foi o maior carpinteiro que fez peças belas e simples como nunca alguém fez. Foi o maior ator que representou o amor do Pai no orbe. Enfim, poderia ter sido muito mais, só que na sua humildade e foco específicos permitiu apenas mostrar algumas de suas habilidades artísticas no mundo.
Então, qual artista você quer ser? Eu escolho o artista do bem e para isso quero ter coragem de ser o exemplo que ainda não sou, mas um dia, se o Pai permitir, o serei!
Obrigado! Jesair Pedinte – 13.06.11
Site: www.wix.com/pedintedeamor/pedintedeamor
Blog: http://pedintedeamor.blogspot.com/
E-mail: pedintedeamor@gmail.com
Deu no Jô Soares
Jô Soares
O material escolar mais barato que existe na praça é o professor!
Se É jovem, não tem experiência.
Se É velho, está superado.
Se Não tem automóvel, é um pobre coitado.
Se Tem automóvel, chora de "barriga cheia'.
Se Fala em voz alta, vive gritando.
Se Fala em tom normal, ninguém escuta.
Se Não falta ao colégio, é um 'caxias'.
Se Precisa faltar, é um 'turista'.
Se Conversa com os outros professores, está 'malhando' os alunos.
Se Não conversa, é um desligado.
Se Dá muita matéria, não tem dó do aluno.
Se Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Se Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Se Não brinca com a turma, é um chato.
Se Chama a atenção, é um grosso.
Se Não chama a atenção, não sabe se impor.
Se A prova é longa, não dá tempo.
Se A prova é curta, tira as chances do aluno.
Se Escreve muito, não explica.
Se Explica muito, o caderno não tem nada.
Se Fala corretamente, ninguém entende.
Se Fala a 'língua' do aluno, não tem vocabulário.
Se Exige, é rude.
Se Elogia, é debochado.
Se O aluno é reprovado, é perseguição.
Se O aluno é aprovado, deu 'mole'.
É, o professor está sempre errado, mas, se conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!
ESTAMOS EM 2011 E NADA MUDOU !!
Esta é para ser repassada mesmo.
O material escolar mais barato que existe na praça é o professor!
Se É jovem, não tem experiência.
Se É velho, está superado.
Se Não tem automóvel, é um pobre coitado.
Se Tem automóvel, chora de "barriga cheia'.
Se Fala em voz alta, vive gritando.
Se Fala em tom normal, ninguém escuta.
Se Não falta ao colégio, é um 'caxias'.
Se Precisa faltar, é um 'turista'.
Se Conversa com os outros professores, está 'malhando' os alunos.
Se Não conversa, é um desligado.
Se Dá muita matéria, não tem dó do aluno.
Se Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Se Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Se Não brinca com a turma, é um chato.
Se Chama a atenção, é um grosso.
Se Não chama a atenção, não sabe se impor.
Se A prova é longa, não dá tempo.
Se A prova é curta, tira as chances do aluno.
Se Escreve muito, não explica.
Se Explica muito, o caderno não tem nada.
Se Fala corretamente, ninguém entende.
Se Fala a 'língua' do aluno, não tem vocabulário.
Se Exige, é rude.
Se Elogia, é debochado.
Se O aluno é reprovado, é perseguição.
Se O aluno é aprovado, deu 'mole'.
É, o professor está sempre errado, mas, se conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!
ESTAMOS EM 2011 E NADA MUDOU !!
Esta é para ser repassada mesmo.
terça-feira, junho 14, 2011
REENCARNAÇÃO
“A reencarnação é a volta da alma ou Espírito à vida corpórea, mas em outro corpo especialmente formado para ele e que nada tem de comum com o antigo”. (Allan Kardec, O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. IV).
Reencarnação é algo natural, de modo que foi um tema muito discutido e difundido ao longo da História da Humanidade por muitos pensadores, tais como Sócrates, Pitágoras, Platão, Apolônio e Empédocles.
Jesus – o Incomparável, o Mestre, o único Guia e Modelo, em várias oportunidades afirmou a existência da reencarnação, em João (capítulo III, versículos de 1 a 12), encontramos a elucidativa palestra de Jesus com Nicodemos (doutor da lei judeu):
Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo que ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo”.
Perguntou-lhe, então, Nicodemos: "Como pode nascer um homem já velho? Pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, para nascer segunda vez?"
Jesus respondeu: Em verdade, em verdade vos digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo. O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; o mesmo se dá com todo aquele que é nascido do Espírito”.
“Como pode ser isso?”, disse-lhe Nicodemos.
Jesus, então, afirmou: “Tu és mestre de Israel e não sabes?”
Digo-te em verdade, em verdade, que não dizemos senão o que sabemos e que não damos testemunho, senão do que temos visto. Entretanto, não aceitas o nosso testemunho. - Mas, se não me credes, quando vos falo das coisas da Terra, como me crereis, quando vos fale das coisas celestiais?"
Também, veremos a referência de Jesus com relação a João Batista ser reencarnação de Elias, referência está que está contida em Mateus (capítulo XVII, versículos 10 a 13).
Os discípulos indagaram ao Mestre: “Por que, pois, dizem os escribas que é preciso que Elias venha primeiro?”
E Jesus respondeu-lhes: “É verdade que Elias deve vir e restabelecer as coisas; mas eu vos declaro que Elias já veio e não o conheceram, mas fizeram-lhe tudo o que quiseram. É assim que eles farão sofrer o Filho do Homem. Então os discípulos compreenderam que ele lhes falara de João Batista".
“Ora, desde o tempo de João Batista até o presente, o reino dos céus é tomado pela violência e são os violentos que o arrebatam; - pois que assim o profetizaram todos os profetas até João, e também a lei. - Se quiserdes compreender o que vos digo, ele mesmo é o EIias que há de vir. - Ouça-o aquele que tiver ouvidos de ouvir. (MATEUS, cap. XI, versículos de 12 a 15.)
“Se o princípio da reencarnação, conforme se acha expresso em S. João, podia, a rigor, ser interpretado em sentido puramente místico, o mesmo já não acontece com esta passagem de S. Mateus, que não permite equívoco: ELE MESMO é o Elias que há de vir. Não há aí figura, nem alegoria: é uma afirmação positiva. -"Desde o tempo de João Batista até o presente o reino dos céus é tomado pela violência." Que significam essas palavras, uma vez que João Batista ainda vivia naquele momento? Jesus as explica, dizendo: "Se quiserdes compreender o que digo, ele mesmo é o Elias que há de vir." Ora, sendo João o próprio Elias, Jesus alude à época em que João vivia com o nome de Elias. "Até ao presente o reino dos céus é tomado pela violência": outra alusão à violência da lei moisaica, que ordenava o extermínio dos infiéis, para que os demais ganhassem a Terra Prometida, Paraíso dos hebreus, ao passo que, segundo a nova lei, o céu se ganha pela caridade e pela brandura.
E acrescentou: Ouça aquele que tiver ouvidos de ouvir. Essas palavras, que Jesus tanto repetiu, claramente dizem que nem todos estavam em condições de compreender certas verdades”. (Allan Kardec, O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo IV).
Jesus, tendo vindo às cercanias de Cezaréia de Filipe, interrogou assim seus discípulos: "Que dizem os homens, com relação ao Filho do Homem? Quem dizem que eu sou?" - Eles lhe responderam: "Dizem uns que és João Batista; outros, que Elias; outros, que Jeremias, ou algum dos profetas." - Perguntou-lhes Jesus: "E vós, quem dizeis que eu sou?" - Simão Pedro, tomando a palavra, respondeu: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo." - Replicou-lhe Jesus: "Bem-aventurado és, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne nem o sangue que isso te revelaram, mas meu Pai, que está nos céus." (Mateus, cap. XI, versículos 13 a 17; Marcos, cap. VIII, versículos 27 a 30)
Ora, se os homens da época refletiam sobre que era Jesus, obviamente acreditavam na reencarnação.
“Aqueles do vosso povo a quem a morte foi dada viverão de novo; aqueles que estavam mortos em meio a mim ressuscitarão. Despertai do vosso sono e entoai louvores a Deus, vós que habitais no pó; porque o orvalho que cai sobre vós é um orvalho de luz e porque arruinareis a Terra e o reino dos gigantes.
(ISAÍAS, cap. XXVI, versículo 19)
“É também muito explícita esta passagem de lsaías: "Aqueles do vosso povo a quem a morte foi dada viverão de novo." Se o profeta houvera querido falar da vida espiritual, se houvera pretendido dizer que aqueles que tinham sido executados não estavam mortos em Espírito, teria dito: ainda vivem, e não: viverão de novo. No sentido espiritual, essas palavras seriam um contra-senso, pois que implicariam uma interrupção na vida da alma. No sentido de regeneração moral, seriam a negação das penas eternas, pois que estabelecem, em princípio, que todos os que estão mortos reviverão”. (Allan Kardec, O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo IV)
14. Mas, quando o homem há morrido uma vez, quando seu corpo, separado de seu espírito, foi consumido, que é feito dele? -Tendo morrido uma vez, poderia o homem reviver de novo? Nesta guerra em que me acho todos os dias da minha vida, espero que chegue a minha transformação. (João, cap. XIV, versículos 10 a 14. Tradução de Le Maistre de Sacy.)
Quando o homem está morto, vive sempre; acabando os dias da minha existência terrestre, esperarei, porquanto a ela voltarei de novo. (ID. Versão da Igreja grega.)
15. Nessas três versões, o princípio da pluralidade das existências se acha claramente expresso. Ninguém poderá supor que João haja querido falar da regeneração pela água do batismo, que ele de certo não conhecia. "Tendo o homem morrido uma vez, poderia reviver de novo?" A idéia de morrer uma vez, e de reviver implica a de morrer e reviver muitas vezes. A versão da Igreja grega ainda é mais explícita, se é que isso é possível: "Acabando os dias da minha existência terrena, esperarei, porquanto a ela voltarei", ou, voltarei à existência terrestre. Isso é tão claro, como se alguém dissesse: "Saio de minha casa, mas a ela tornarei”.
"Nesta guerra em que me encontro todos os dias de minha vida, espero que chegue a minha transformação". João, evidentemente, pretendeu referir-se à luta que sustentava contra as misérias da vida. Espera a sua mutação, isto é, resigna-se. Na versão grega, esperarei parece aplicar-se, preferentemente, a uma nova existência: "Quando a minha existência estiver acabada, esperarei, porquanto a ela voltarei". João como que se coloca, após a morte, no intervalo que separa uma existência de outra e diz que lá aguardará o momento de voltar.
Nestas passagens, assim como em outras, fica muito clara a existência das reencarnações. Como diria o Mestre, “Ouça aquele que tem ouvidos para ouvir”.
Finalizando, em O Livro dos Espíritos, Kardec indaga na questão 132:
Qual o objetivo da encarnação dos Espíritos?
Resposta dos Espíritos Superiores:
"Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição. Para uns, é expiação; para outros, missão. Mas, para alcançarem essa perfeição, têm que sofrer todas as vicissitudes da existência corporal: nisso é que está a expiação. Visa ainda outro fim a encarnação: o de pôr o Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da criação. Para executá-la é que, em cada minuto, toma o Espírito um instrumento, de harmonia com a matéria essencial desse mundo, a fim de aí cumprir, daquele ponto de vista, as ordens de Deus. É assim que, concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta".
Reencarnação é algo natural, de modo que foi um tema muito discutido e difundido ao longo da História da Humanidade por muitos pensadores, tais como Sócrates, Pitágoras, Platão, Apolônio e Empédocles.
Jesus – o Incomparável, o Mestre, o único Guia e Modelo, em várias oportunidades afirmou a existência da reencarnação, em João (capítulo III, versículos de 1 a 12), encontramos a elucidativa palestra de Jesus com Nicodemos (doutor da lei judeu):
Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo que ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo”.
Perguntou-lhe, então, Nicodemos: "Como pode nascer um homem já velho? Pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, para nascer segunda vez?"
Jesus respondeu: Em verdade, em verdade vos digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo. O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; o mesmo se dá com todo aquele que é nascido do Espírito”.
“Como pode ser isso?”, disse-lhe Nicodemos.
Jesus, então, afirmou: “Tu és mestre de Israel e não sabes?”
Digo-te em verdade, em verdade, que não dizemos senão o que sabemos e que não damos testemunho, senão do que temos visto. Entretanto, não aceitas o nosso testemunho. - Mas, se não me credes, quando vos falo das coisas da Terra, como me crereis, quando vos fale das coisas celestiais?"
Também, veremos a referência de Jesus com relação a João Batista ser reencarnação de Elias, referência está que está contida em Mateus (capítulo XVII, versículos 10 a 13).
Os discípulos indagaram ao Mestre: “Por que, pois, dizem os escribas que é preciso que Elias venha primeiro?”
E Jesus respondeu-lhes: “É verdade que Elias deve vir e restabelecer as coisas; mas eu vos declaro que Elias já veio e não o conheceram, mas fizeram-lhe tudo o que quiseram. É assim que eles farão sofrer o Filho do Homem. Então os discípulos compreenderam que ele lhes falara de João Batista".
“Ora, desde o tempo de João Batista até o presente, o reino dos céus é tomado pela violência e são os violentos que o arrebatam; - pois que assim o profetizaram todos os profetas até João, e também a lei. - Se quiserdes compreender o que vos digo, ele mesmo é o EIias que há de vir. - Ouça-o aquele que tiver ouvidos de ouvir. (MATEUS, cap. XI, versículos de 12 a 15.)
“Se o princípio da reencarnação, conforme se acha expresso em S. João, podia, a rigor, ser interpretado em sentido puramente místico, o mesmo já não acontece com esta passagem de S. Mateus, que não permite equívoco: ELE MESMO é o Elias que há de vir. Não há aí figura, nem alegoria: é uma afirmação positiva. -"Desde o tempo de João Batista até o presente o reino dos céus é tomado pela violência." Que significam essas palavras, uma vez que João Batista ainda vivia naquele momento? Jesus as explica, dizendo: "Se quiserdes compreender o que digo, ele mesmo é o Elias que há de vir." Ora, sendo João o próprio Elias, Jesus alude à época em que João vivia com o nome de Elias. "Até ao presente o reino dos céus é tomado pela violência": outra alusão à violência da lei moisaica, que ordenava o extermínio dos infiéis, para que os demais ganhassem a Terra Prometida, Paraíso dos hebreus, ao passo que, segundo a nova lei, o céu se ganha pela caridade e pela brandura.
E acrescentou: Ouça aquele que tiver ouvidos de ouvir. Essas palavras, que Jesus tanto repetiu, claramente dizem que nem todos estavam em condições de compreender certas verdades”. (Allan Kardec, O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo IV).
Jesus, tendo vindo às cercanias de Cezaréia de Filipe, interrogou assim seus discípulos: "Que dizem os homens, com relação ao Filho do Homem? Quem dizem que eu sou?" - Eles lhe responderam: "Dizem uns que és João Batista; outros, que Elias; outros, que Jeremias, ou algum dos profetas." - Perguntou-lhes Jesus: "E vós, quem dizeis que eu sou?" - Simão Pedro, tomando a palavra, respondeu: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo." - Replicou-lhe Jesus: "Bem-aventurado és, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne nem o sangue que isso te revelaram, mas meu Pai, que está nos céus." (Mateus, cap. XI, versículos 13 a 17; Marcos, cap. VIII, versículos 27 a 30)
Ora, se os homens da época refletiam sobre que era Jesus, obviamente acreditavam na reencarnação.
“Aqueles do vosso povo a quem a morte foi dada viverão de novo; aqueles que estavam mortos em meio a mim ressuscitarão. Despertai do vosso sono e entoai louvores a Deus, vós que habitais no pó; porque o orvalho que cai sobre vós é um orvalho de luz e porque arruinareis a Terra e o reino dos gigantes.
(ISAÍAS, cap. XXVI, versículo 19)
“É também muito explícita esta passagem de lsaías: "Aqueles do vosso povo a quem a morte foi dada viverão de novo." Se o profeta houvera querido falar da vida espiritual, se houvera pretendido dizer que aqueles que tinham sido executados não estavam mortos em Espírito, teria dito: ainda vivem, e não: viverão de novo. No sentido espiritual, essas palavras seriam um contra-senso, pois que implicariam uma interrupção na vida da alma. No sentido de regeneração moral, seriam a negação das penas eternas, pois que estabelecem, em princípio, que todos os que estão mortos reviverão”. (Allan Kardec, O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo IV)
14. Mas, quando o homem há morrido uma vez, quando seu corpo, separado de seu espírito, foi consumido, que é feito dele? -Tendo morrido uma vez, poderia o homem reviver de novo? Nesta guerra em que me acho todos os dias da minha vida, espero que chegue a minha transformação. (João, cap. XIV, versículos 10 a 14. Tradução de Le Maistre de Sacy.)
Quando o homem está morto, vive sempre; acabando os dias da minha existência terrestre, esperarei, porquanto a ela voltarei de novo. (ID. Versão da Igreja grega.)
15. Nessas três versões, o princípio da pluralidade das existências se acha claramente expresso. Ninguém poderá supor que João haja querido falar da regeneração pela água do batismo, que ele de certo não conhecia. "Tendo o homem morrido uma vez, poderia reviver de novo?" A idéia de morrer uma vez, e de reviver implica a de morrer e reviver muitas vezes. A versão da Igreja grega ainda é mais explícita, se é que isso é possível: "Acabando os dias da minha existência terrena, esperarei, porquanto a ela voltarei", ou, voltarei à existência terrestre. Isso é tão claro, como se alguém dissesse: "Saio de minha casa, mas a ela tornarei”.
"Nesta guerra em que me encontro todos os dias de minha vida, espero que chegue a minha transformação". João, evidentemente, pretendeu referir-se à luta que sustentava contra as misérias da vida. Espera a sua mutação, isto é, resigna-se. Na versão grega, esperarei parece aplicar-se, preferentemente, a uma nova existência: "Quando a minha existência estiver acabada, esperarei, porquanto a ela voltarei". João como que se coloca, após a morte, no intervalo que separa uma existência de outra e diz que lá aguardará o momento de voltar.
Nestas passagens, assim como em outras, fica muito clara a existência das reencarnações. Como diria o Mestre, “Ouça aquele que tem ouvidos para ouvir”.
Finalizando, em O Livro dos Espíritos, Kardec indaga na questão 132:
Qual o objetivo da encarnação dos Espíritos?
Resposta dos Espíritos Superiores:
"Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição. Para uns, é expiação; para outros, missão. Mas, para alcançarem essa perfeição, têm que sofrer todas as vicissitudes da existência corporal: nisso é que está a expiação. Visa ainda outro fim a encarnação: o de pôr o Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da criação. Para executá-la é que, em cada minuto, toma o Espírito um instrumento, de harmonia com a matéria essencial desse mundo, a fim de aí cumprir, daquele ponto de vista, as ordens de Deus. É assim que, concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta".
sábado, maio 21, 2011
quinta-feira, março 31, 2011
Impérios do homem
Habitando a Terra dos Homens, Abdul Al Charid resolvera construir um castelo e este deveria ser o mais qualificável possível dentro dos seus limites econômicos.
Para desenvolvimento de tal projeto procurou aquele que no seu entender seria o melhor construtor da região e acordou o melhor preço e o prazo estipulado para que fosse devidamente construído.
Charid estava feliz ao ver que passo a passo o seu castelo ia se materializando e como convém nestes casos visitava periodicamente a obra. Ocorreu que tendo o construtor tendo recebido e definido prazo pela execução da construção desapaixonou-se dela e já não trabalhava mais com o mesmo vigor e interesse, tudo indicava que o prazo não seria cumprido, além do que não havia mais esmero por parte do construtor. Tendo que pagar outras pessoas para destruir parte do trabalho e construí-lo de forma a atender a qualidade esperada por Charid, este viu-se em prejuízo de uma boa quantia...
Ocorre que neste caso Charid podia demandar em juízo buscando o ressarcimento, por outro lado ele também além de ser probo, buscava ser um homem de bem e embora tivesse decidido a processar o construtor, refletia nos perigos espirituais de tal empreitada. Assim pensando procurou aconselhar-se com amigos e conhecedores do livro da vida...
O livro da vida assim diz:
O livro da vida assim diz:
Perdoai, para que Deus vos perdoe. Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia. (Mateus, capítulo 5, versículo 7)
Acaso não era o caso de Charid? Sendo ele vitimado pelo construtor de acordo com as regras do homem era pleno de direitos sobre a sua perda, ocorre que se propondo a ser uma homem de bem era chamado a raciocinar de acordo com a Lei Maior...
Nesse aspecto o Livro da Vida era muito claro na sua mensagem: "Esqueçam o mal que lhes fizeram e não pensem outra coisa que não seja: no bem que vocês podem fazer."
terça-feira, março 29, 2011
Flávia Guedes - a Aspásia...
A TV está tão repleta de atores globais, de tal forma que quando se fala em Alexandre Borges, Murilo Benício, Lázaro Santos, Glória Pires, o que se pode esperar é no mínimo um bom e irrepreensível trabalho. São das figurinhas as carimbadas, as mais difíceis e assim Jacques Le Clair, Ari Clenes e a enfermeira Norma penetram nossos lares como boas aulas de interpretação e cultura.
Mas quando aparece uma "Aspásia" e o trabalho de Flávia Guedes na novela Araguaia, a coisa toma ares de "suprassumo" com destaques para sua interpretação do espírito goiano, coisa nunca vista até então em uma novela. O fato de ser ela goiana de Jataí, não explica, o trabalho foi bom mesmo. A Flávia é linda e de quebra teve que concorrer com Laura Cardoso. É mole ou quer mais?
Estas palavras antes do término da novela Araguaia é uma questão de justiça apenas...
segunda-feira, março 28, 2011
sexta-feira, março 25, 2011
Bezerra de Menezes
BRASIL CORAÇÃO DO MUNDO PÁTRIA DO EVANGELHO-HUMBERTO DE CAMPOS
PSICOGRAFIA DE CHICO XAVIER
Segundo os planos do invisível o grande missionário, no seu maravilhoso esforço de síntese, contaria com a cooperação de uma plêiade de auxiliares de sua obra para auxiliá-lo, nas individualidades de João Batista Roustaing, que organizaria o trabalho da Fé. De Leon Denis, que efetuaria o desdobramento filosófico. De Gabriel Delanne, que apresentaria a estrada científica e de Camile Flmarion, que abriria a cortina dos mundos, desenhando as maravilhas das paisagens celestes, cooperando assim na codificação Kardeciana, no Velho Mundo. Ia resplandecer a suave luz do Espiritismo O infinito se prepara para a jornada gloriosa. As abnegadas coortes de Ismael, trazem as suas inspirações para o pais do Cruzeiro.
As primeiras experiências espiritistas no Brasil, começaram pelo problema das curas. Em 1818, já o Brasil, possuía um grande circulo homeopático sob a direção do mundo invisível nessa época, reúnem-se Ismael com seus colaboradores.. Diz ele: - Irmãos, este século é assinalado pelo advento do Consolador, numerosos missionários estão voltando na Terra. Uma verdadeira renascença das filosofias, da arte e das ciências se verificará. Concentremos nossos esforços na Terra do Evangelho, para que possamos plantar no coração de seus filhos as sementes benditas, que frutificaram no solo abençoado do Cruzeiro. Encaminhando-se para um dos dedicados e fieis discípulos, falou -lhe assim... Dr. Adolfo Bezerra de Menezes "Descerás às lutas terrestres com o objetivo de concentrar as nossas energias no Brasil. Arregimentarás todas os elementos dispersos, com dedicação de teu espírito, afim de que possamos criar o nosso núcleo de atividades espirituais, dentro dos elevados propósitos de reforma e regeneração". Se a luta vai ser grande, considera que não será a compensação do Senhor, que é o caminho a verdade e a vida. Havia um divino silêncio e uma voz, terna, exclamou. "Gloria a Deus nas alturas e paz na Terra aos trabalhadores de boa vontade. Luminosidade e aromas, inundaram a atmosfera. Daí a algum tempo no dia 29 de Agosto de 1831 no Riacho do Sangue no Ceara, nascia Adolfo B. DE Menezes, o grande discípulo de Ismael que vinha cumprir no Brasil, elevada missão.
As primeiras experiências espiritistas no Brasil, começaram pelo problema das curas. Em 1818, já o Brasil, possuía um grande circulo homeopático sob a direção do mundo invisível nessa época, reúnem-se Ismael com seus colaboradores.. Diz ele: - Irmãos, este século é assinalado pelo advento do Consolador, numerosos missionários estão voltando na Terra. Uma verdadeira renascença das filosofias, da arte e das ciências se verificará. Concentremos nossos esforços na Terra do Evangelho, para que possamos plantar no coração de seus filhos as sementes benditas, que frutificaram no solo abençoado do Cruzeiro. Encaminhando-se para um dos dedicados e fieis discípulos, falou -lhe assim... Dr. Adolfo Bezerra de Menezes "Descerás às lutas terrestres com o objetivo de concentrar as nossas energias no Brasil. Arregimentarás todas os elementos dispersos, com dedicação de teu espírito, afim de que possamos criar o nosso núcleo de atividades espirituais, dentro dos elevados propósitos de reforma e regeneração". Se a luta vai ser grande, considera que não será a compensação do Senhor, que é o caminho a verdade e a vida. Havia um divino silêncio e uma voz, terna, exclamou. "Gloria a Deus nas alturas e paz na Terra aos trabalhadores de boa vontade. Luminosidade e aromas, inundaram a atmosfera. Daí a algum tempo no dia 29 de Agosto de 1831 no Riacho do Sangue no Ceara, nascia Adolfo B. DE Menezes, o grande discípulo de Ismael que vinha cumprir no Brasil, elevada missão.
MENSAGEM DE BEZERRA DE MENEZES
O mundo está repleto de ouro. Ouro no solo. Ouro no mar. Ouro nos cofres.Mas o ouro não resolve o problema da miséria. O mundo está repleto de espaço. Espaço nos continentes. Espaço nas cidades. Espaço nos campo Mas o espaço não resolve o problema da cobiça.
O mundo está repleto de cultura. Cultura no ensino. Cultura na técnica. Cultura na opinião. Mas a cultura da inteligência não resolve o problema do egoísmo.
O mundo está repleto de teorias. Teorias na Ciência. Teorias nas Escolas Filosóficas. Teorias nas Religiões.
Mas as teorias não resolvem o problema do desespero.
O mundo está repleto de organizações. Organizações administrativas. Organizações econômicas. Organizações sociais. Mas as organizações não resolvem o problema do crime.
Para extinguir a chaga da ignorância, que acalenta a miséria; para dissipar a sombra da cobiça, que gera a ilusão; para exterminar o monstro do egoísmo, que promove a guerra; para anular o verme do desespero, que promove a loucura, e para remover o charco do crime, que carreia o infortúnio, o único remédio eficiente é Evangelho de Jesus no coração humano.
Sejamos, assim, valorosos, entendendo a Doutrina Espírita que desentranha da letra, na construção da humanidade nova, irradiando a influência e a inspiração do Divino Mestre, pela emoção e pela idéia, pela diretriz e pela conduta, pela palavra e pelo exemplo e, parafraseando o conceito inolvidável de Allan Kardec em torno da caridade, proclamemos aos problemas do mundo: "Fora do Cristo não há solução".
BEZERRA DE MENEZES
terça-feira, março 15, 2011
CURRICULUM VITAE
Rua dos Tucanos Qd. 03 Lt. 51 Jardim Ana Rosa – Aparecida de Goiânia CEP 74.980.792
luizcmenezes@hotmail.com
Luiz Carlos Ferreira de Barros Menezes
Objetivo: Professor de História - Assistente Financeiro
Experiência: 01/1984-07/1990 - BANCO MERCANTIL DO BRASIL - Escriturário, Chefe de Serviço
Experiência: 98/1990-08/1991 - TERRA FUTURO IND E COM S/A - Assistente Financeiro
Experiência: 12/1991- 02/1994 - BANCO DE CRÉDITO NACIONAL - Compensador
Experiência: 02/1994-/03/2003 - BANCO DO ESTADO DE GOIÁS - Escriturário, Chefe de Serviço
IBGE - Entrevistador
02/2009 - 03/2010 - COLÉGIO ESTADUAL ANTÔNIO DE SOUZA LOPES - Auxiliar de Secretaria
04/2010 11/2010 - COLÉGIO ÉPOCA - Professor Fundamental - 6º ao 9º ano
Formação e cursos:
• 2009 - Licenciado em História pela UNIFAN
• Iniciação em Astronomia – Distâncias astronômicas 05/04 a 28/06/20005 – Planetário da Universidade Federal de Goiás
• Iniciação em Astronomia – O Cosmo de Karl Seagan 07/04 a 23/06/20005 – Planetário da Universidade Federal de Goiás
• Educação e trabalho – 06 a 08 junho/2006 – UNIFAN
• I COLÓQUIO DE HISTÓRIA – A escrita da história e seus múltiplos caminhos – 30/31/06-2006 – UNIFAN
• O ensino de História, a Estética da sensibilidade e a formação de Professores – 08/05/2007 – Universidade Católica de Goiás.
• História da África e da cultura Afro Brasileira – junho 2007
• Áfricas e Africanidades – junho/2007 – UNIFAN
• II COLÓQUIO DE HISTÓRIA – A escrita da História na contemporaneidade – 11/11/2007
• História do cinema pela história do Negro no cinema – 17/11 a 16/12/2007 – 40 horas UNIFAN
• Viagem Técnica à Porto Seguro – BA 1º a 04 de maio/2008
• Discursos da MPB e a Diáspora Negra – PUC GOIÁS – de 21 a 23/05/2008
• III COLÓQUIO DE HISTÓRIA – 21/11/2008
Apresentações de trabalhos:
• II COLÓQUIO DE HISTÓRIA - comunicação: “Africanidades” – 11/11/2007
• III COLÓQUIO DE HISTÓRIA – comunicação: “ETNIA BRASILIS BELEZA E CONTRADIÇÕES DE PORTO SEGURO
• 3º lugar em poesia no BEG 40 ANOS - Literatura
• 2º lugar na SEMANA NACIONAL DO LIVRO - da Biblioteca Pública Ursulino Leão da cidade de Aparecida de Goiânia.
Rua dos Tucanos Qd. 03 Lt. 51 Jardim Ana Rosa – Aparecida de Goiânia CEP 74.980.792
luizcmenezes@hotmail.com
Luiz Carlos Ferreira de Barros Menezes
Objetivo: Professor de História - Assistente Financeiro
Experiência: 01/1984-07/1990 - BANCO MERCANTIL DO BRASIL - Escriturário, Chefe de Serviço
Experiência: 98/1990-08/1991 - TERRA FUTURO IND E COM S/A - Assistente Financeiro
Experiência: 12/1991- 02/1994 - BANCO DE CRÉDITO NACIONAL - Compensador
Experiência: 02/1994-/03/2003 - BANCO DO ESTADO DE GOIÁS - Escriturário, Chefe de Serviço
IBGE - Entrevistador
02/2009 - 03/2010 - COLÉGIO ESTADUAL ANTÔNIO DE SOUZA LOPES - Auxiliar de Secretaria
04/2010 11/2010 - COLÉGIO ÉPOCA - Professor Fundamental - 6º ao 9º ano
Formação e cursos:
• 2009 - Licenciado em História pela UNIFAN
• Iniciação em Astronomia – Distâncias astronômicas 05/04 a 28/06/20005 – Planetário da Universidade Federal de Goiás
• Iniciação em Astronomia – O Cosmo de Karl Seagan 07/04 a 23/06/20005 – Planetário da Universidade Federal de Goiás
• Educação e trabalho – 06 a 08 junho/2006 – UNIFAN
• I COLÓQUIO DE HISTÓRIA – A escrita da história e seus múltiplos caminhos – 30/31/06-2006 – UNIFAN
• O ensino de História, a Estética da sensibilidade e a formação de Professores – 08/05/2007 – Universidade Católica de Goiás.
• História da África e da cultura Afro Brasileira – junho 2007
• Áfricas e Africanidades – junho/2007 – UNIFAN
• II COLÓQUIO DE HISTÓRIA – A escrita da História na contemporaneidade – 11/11/2007
• História do cinema pela história do Negro no cinema – 17/11 a 16/12/2007 – 40 horas UNIFAN
• Viagem Técnica à Porto Seguro – BA 1º a 04 de maio/2008
• Discursos da MPB e a Diáspora Negra – PUC GOIÁS – de 21 a 23/05/2008
• III COLÓQUIO DE HISTÓRIA – 21/11/2008
Apresentações de trabalhos:
• II COLÓQUIO DE HISTÓRIA - comunicação: “Africanidades” – 11/11/2007
• III COLÓQUIO DE HISTÓRIA – comunicação: “ETNIA BRASILIS BELEZA E CONTRADIÇÕES DE PORTO SEGURO
• 3º lugar em poesia no BEG 40 ANOS - Literatura
• 2º lugar na SEMANA NACIONAL DO LIVRO - da Biblioteca Pública Ursulino Leão da cidade de Aparecida de Goiânia.
quinta-feira, março 10, 2011
Fora KADAFI
Caros leitores,
O Conselho de Segurança da ONU tem 48 horas para decidir se irá impor a zona de exclusão aérea e impedir os ataques mortais contra civis na Líbia. Uma pressão global conjunta de cidadãos ao redor do mundo ajudaram a pressionar o Conselho a chegar a uma posição antes, nós precisamos dela agora:
Enquanto os aviões do Kadafi bombardeiam o seu próprio povo, o Conselho de Segurança irá decidir em 48 horas se eles irão impor a zona de exclusão aérea para impedir os aviões de guerra do governo de voar.
Juntos nós enviamos 450.000 emails para o Conselho de Segurança da ONU, colocando pressão no Presidente do Conselho e ajudando a conquistar sanções sobre o regime e justiça para o povo da Líbia. Agora, para impedir um massacre, nós precisamos de um chamado massivo pela zona de exclusão aérea.
Se o Kadafi não puder usar seus aviões, ele irá perder uma arma chave em uma guerra em que os civis são os que mais sofrem. Enquanto os seus helicópteros e aviões estiverem no ar, o número de mortes irá aumentar. Nós só temos 48 horas – vamos conseguir 1 milhão de mensagens para parar os ataques mortais do Kadafi antes que seja tarde:
http://www.avaaz.org/po/libya_no_fly_zone_1/?vl
O Conselho de Segurança da ONU tem 48 horas para decidir se irá impor a zona de exclusão aérea e impedir os ataques mortais contra civis na Líbia. Uma pressão global conjunta de cidadãos ao redor do mundo ajudaram a pressionar o Conselho a chegar a uma posição antes, nós precisamos dela agora:
Enquanto os aviões do Kadafi bombardeiam o seu próprio povo, o Conselho de Segurança irá decidir em 48 horas se eles irão impor a zona de exclusão aérea para impedir os aviões de guerra do governo de voar.
Juntos nós enviamos 450.000 emails para o Conselho de Segurança da ONU, colocando pressão no Presidente do Conselho e ajudando a conquistar sanções sobre o regime e justiça para o povo da Líbia. Agora, para impedir um massacre, nós precisamos de um chamado massivo pela zona de exclusão aérea.
Se o Kadafi não puder usar seus aviões, ele irá perder uma arma chave em uma guerra em que os civis são os que mais sofrem. Enquanto os seus helicópteros e aviões estiverem no ar, o número de mortes irá aumentar. Nós só temos 48 horas – vamos conseguir 1 milhão de mensagens para parar os ataques mortais do Kadafi antes que seja tarde:
http://www.avaaz.org/po/libya_no_fly_zone_1/?vl
CELULAR - Estatus II
O ônibus havia chegado, no seu interior a maioria das pessoas ia realmente para o concurso. Não havia lugar para se sentar. Procurei um lugar em que eu me acomodasse melhor...
Do lado em que estava eu ouvia uma moça falar ao celular. Em suma ela dizia a alguém do outro lado que não tinha caneta com tinta preta - que as pessoas estavam falando que era a exigida e que não tinha dinheiro com ela para comprar assim que chegasse à entrada e pedia para que a pessoa do outro lado resolvesse.
Logo logo apareceu uma boa samaritana que se propôs a pagar caneta para ela, eu também procurei ajudar e o que ninguém se lebrou no momento é que não aceitavam entrar com celulares ou qualquer outro equipamento eletrônico... Nesses casos a pessoa deixa o equipamento em algum local que lhe cobra o aluguel até o fim do concurso...
Não sei como ela se arranjou, mas apesar do mico neste caso o celular ajudou e também arrembentou com tudo....
Do lado em que estava eu ouvia uma moça falar ao celular. Em suma ela dizia a alguém do outro lado que não tinha caneta com tinta preta - que as pessoas estavam falando que era a exigida e que não tinha dinheiro com ela para comprar assim que chegasse à entrada e pedia para que a pessoa do outro lado resolvesse.
Logo logo apareceu uma boa samaritana que se propôs a pagar caneta para ela, eu também procurei ajudar e o que ninguém se lebrou no momento é que não aceitavam entrar com celulares ou qualquer outro equipamento eletrônico... Nesses casos a pessoa deixa o equipamento em algum local que lhe cobra o aluguel até o fim do concurso...
Não sei como ela se arranjou, mas apesar do mico neste caso o celular ajudou e também arrembentou com tudo....
CELULAR - Estatus?
Nada mais estranho e absurdo alguém andando de lá para cá e em círculos e falando como se gritasse ao telefone. Ao que parece e que se pode deduzir é que a ligação está ruim e como ele(a) não ouve tem a necessidade de gritar.
A pessoa envolvida não percebe mas a cena é ridícula.
O problema é que ele(a) corre o risco de ter uma multidão participando da conversa senão com palavras, mas com os ouvidos.
Um dia desses, estava eu em um ônibus, era domingo e ia para uma prova de concurso municipal em educação. Ocorre que neste tipo de situação grande parte das pessoas ali no ônibus iam todos para o mesmo lugar.
Eu havia levado duas canetas de material transparente e que escrevia na cor preta, por que era exigência do concurso, costumo levar canetas deste tipo para distribuir para pessoas desavisadas que não lêm o regulamento.
Como no dia eu havia levado apenas duas canetas, uma ficou logo no ponto de ônibus antes que ele chegasse...
Quando eu estava à espera do ônibus logo chegou um casal de jovens, a jovem tinha no bolso da calça jeans duas canetas de tinta azul e eu, sem aproximar muito perguntei se ela ia para o concurso e a resposta foi afirmativa. Expliquei-lhe que era obrigatório o uso da caneta de tinta preta mas indulgente afirmei que a maioria das pessoas não liam o regulamento completo e eu lia aspectos importantes (de forma dinâmica sem lhe explicar essa parte)
Emciumadamente o jovem entrou na conversa e perguntou se eu venderia uma das minhas canetas e eu respondi não a ele mas à ela dizendo que era melhor que trocássemos as canetas eu daria a ela a de cor preta e ela me daria a de cor azul e assim foi feito.
Na verdade eu não tinha percebido a "marra" do jovem preocupado em simplesmente ajudar, ele havia dito que lia todos os regulamentos, então eu disse muito bem, é o que se deve fazer.
Desfeito a marra, ele me pedira as instruções que fazem parte do comprovante de instrução e que vem com o endereço para o concurso...
Eu quis ajudar e fui mal interpretado, uma semana antes eu tinha participado de uma dinâmica para selecionar candidatos para emprego em uma grande empresa da cidade de Goiânia e lá emprestei seis canetas...
Continua no próximo post: CELULAR - Estatus II
A pessoa envolvida não percebe mas a cena é ridícula.
O problema é que ele(a) corre o risco de ter uma multidão participando da conversa senão com palavras, mas com os ouvidos.
Um dia desses, estava eu em um ônibus, era domingo e ia para uma prova de concurso municipal em educação. Ocorre que neste tipo de situação grande parte das pessoas ali no ônibus iam todos para o mesmo lugar.
Eu havia levado duas canetas de material transparente e que escrevia na cor preta, por que era exigência do concurso, costumo levar canetas deste tipo para distribuir para pessoas desavisadas que não lêm o regulamento.
Como no dia eu havia levado apenas duas canetas, uma ficou logo no ponto de ônibus antes que ele chegasse...
Quando eu estava à espera do ônibus logo chegou um casal de jovens, a jovem tinha no bolso da calça jeans duas canetas de tinta azul e eu, sem aproximar muito perguntei se ela ia para o concurso e a resposta foi afirmativa. Expliquei-lhe que era obrigatório o uso da caneta de tinta preta mas indulgente afirmei que a maioria das pessoas não liam o regulamento completo e eu lia aspectos importantes (de forma dinâmica sem lhe explicar essa parte)
Emciumadamente o jovem entrou na conversa e perguntou se eu venderia uma das minhas canetas e eu respondi não a ele mas à ela dizendo que era melhor que trocássemos as canetas eu daria a ela a de cor preta e ela me daria a de cor azul e assim foi feito.
Na verdade eu não tinha percebido a "marra" do jovem preocupado em simplesmente ajudar, ele havia dito que lia todos os regulamentos, então eu disse muito bem, é o que se deve fazer.
Desfeito a marra, ele me pedira as instruções que fazem parte do comprovante de instrução e que vem com o endereço para o concurso...
Eu quis ajudar e fui mal interpretado, uma semana antes eu tinha participado de uma dinâmica para selecionar candidatos para emprego em uma grande empresa da cidade de Goiânia e lá emprestei seis canetas...
Continua no próximo post: CELULAR - Estatus II
quarta-feira, março 09, 2011
Na terra como no céu
“É preciso fazer brotar no fundo de nós mesmos o desejo do bem para que possamos merecer a graça de retornarmos à Terra dos tempos novos!” Rembrant
No dinamismo da vida nada está realmente parado. É preciso que a verdade de todas as coisas seja restabelecida. Esta é a realização da promessa crística quando, o seu verbo Divino proclama: Se me amardes, guardareis os meus ensinamentos. E, eu rogarei ao Pai e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre, - o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque ele não o vê nem o conhece. Mas vós o conheceis, porque habita convosco, , e estará em vós, - Mas aquele Consolador, o Santo Espírito, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará relembrar de tudo quanto vos tenho dito. (João, capítulo 14, versículos 15 a 17 e 26.)
No prefácio do Evangelho segundo o Espiritismo está confirmada a argumentação de que vivemos o tempo em que a verdade gradativamente é restabelecida: “Digo-lhe que são chegados os tempos. Todas as coisas, daqui para diante, terão o seu sentido real restabelecido, visando a dissipar as sombras, confundir os orgulhosos e glorificar os justos”
O restabelecer da verdade tem a função de dissipar as sombras que envolvem as coisas o que inevitavelmente pode confundir o orgulho daqueles que partindo do seu ponto de vista se acreditam de posse da verdade absoluta ao mesmo tempo em que glorificará o justo o que equivale dizer que a verdade é justa e como tal coloca o justo no seu devido lugar, capaz de iluminar como a candeia que é retirada debaixo do alqueire. É preciso que se entenda a arte como a candeia que está colocada sob o alqueire o que é verdadeiramente injusto porque o que se quer com a candeia é iluminar e ela, a arte colocada em ponto estratégico é capaz de plenificar sua luz. Até então sua luz como verdade permanece em estado latente aguardando o momento adequado para seu desabrochar. É meu pequeno óbulo. Lutar pela valorização da arte, restabelecendo sua verdade a ponto de lhe fazermos justiça colocando-a no patamar que lhe é devido para que ilumine cada vez mais. Isto requer o auxílio de uma ciência, de uma verdade que apenas recentemente a evolução da humanidade se permitiu enxergar, o espiritismo, o consolador prometido. Isto fica claro quando Kardec afirma: “O espiritismo é a nova ciência que vem revelar aos homens, através de provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual e as relações desse mundo espiritual com o mundo corporal”.Há uma relação entre o mundo corporal ou material e o espiritual ou imaterial o que equivale dizer que há uma arte material efeito das nossas ações materiais e uma arte espiritual ou efeito das nossas ações espirituais ou ainda, ações espirituais dos espíritos ou seres imateriais. Dilatar a compreensão dessa relação mundo corporal, físico e a essência que é de natureza espiritual é necessário a cada um de nós para podermos compreender o que é arte e sua capacidade de plenificação da luz. O que se quer realmente dizer com isto é que tudo está em transformação em busca de sua essência real, isto porque ultrapassados os limites que nos ligava à infantilidade planetária e por uma lei natural de evolução ocorre por esta imposição a transformação material natural do planeta e, é claro conseqüentemente tudo que nele habita se transforma para um mundo regenerador. Desta forma com a arte não pode ser diferente. Ela está também em transformação, há de surgir como tudo regenerada. Para tanto é necessário compreende-la como parte de um conjunto inseparável. Há que ser a arte combinada com o evangelho de Cristo, sem o que ela permanecerá incompleta. Eis aí a verdade na qual a arte como a candeia colocada no seu justo lugar para que possa realizar sua tarefa de plenificação. Permita-me o leitor passar em revista o penúltimo capítulo da obra “Universo e Vida” de autoria espiritual de Áureo, editada pela FEB em 1978. Assim diz Áureo: “O espiritismo não tem o caráter isolado de uma filosofia, de uma ciência ou de uma religião. É, simultaneamente revelação divina e obra de cooperação dos Espíritos humanos desencarnados e encarnados.” Isto já basta para estabelecer uma co-relação entre a arte que é produzida no nosso plano de ação – o material e tida por muitos como a única arte que existe por que apenas o mundo material é aceito e conseqüentemente quem assim vê aceita apenas as leis que regem o mundo material, mas não é assim nem com a arte nem com nada. A própria matéria não existe sem que preexista a energia básica que é de essência espiritual, embora só consigamos perceber a matéria, ela não é nada mais que uma extensão vibratória do espírito. Desta forma podemos perceber que tudo que é material é causado por energia espiritual e como não há efeito sem causa e partindo do princípio de que a matéria não é causada pela própria matéria em si, é aceitável o pensamento que ela é gerada por energias espirituais. Podemos conceber então que a arte é resultada não apenas das nossas ações físicas puramente materiais, mas também efeito das nossas ações mentais, portanto equivale dizer que ela só existe por que foi concebida e criada pela mente. Por isso dizia Da Vinci: A pintura é coisa mental. Ousamos acrescentar: “A arte é coisa mental”. Após esta breve digressão sobre arte podemos retomar o pensamento de Áureo no ponto que avalia o caráter trino da Doutrina Espírita, a partir do qual pudemos aceitar a idéia de que como “espíritas” não somos apenas religiosos, mas também filósofos e cientistas e independentes de estarmos encarnados ou desencarnamos co-participamos de forma a participarmos não apenas da doutrina espírita mas de outras ramificações do pensamento humano do qual nos unimos pela afinidade. Contínua assim Áureo: Tem a característica de ser impessoal e progressivo; primeiro por não ser fruto da revelação de um só Espírito, nem o trabalho de um só homem; segundo por ser a complementação natural, expressa e lógica das duas primeiras Grandes Revelações Divinas (a de Moisés e a do Cristo);(...) Nesse ponto Áureo deixa claro uma gradação e evolução natural das revelações divinas ao ser humano, uma sendo conseqüência da anterior e portanto sua evolução transitando do pessoal para o impessoal, do individual para o coletivo, enfatizando esse aspecto como exemplo cita Áureo: “terceiro, porque, como bem disse Kardec, ele jamais dirá a última palavra. O espiritismo é ciência porque investiga, experimenta, comprova e conceitua leis, fatos, forças e fenômenos da vida, de natureza, dos pensamentos e dos sentimentos humanos. É filosofia, porque cogita, induz e deduz idéias e fatos lógicos sobre as causas primeiras e seus efeitos naturais; generaliza e sintetiza, reflete, aprofunda e explica; estuda, discerne e define motivos e conseqüências, como e porquês de fenômenos relativos à vida e à morte. É religião, porque de suas constatações científicas e de suas conclusões filosóficas resulta o reconhecimento humano da Paternidade Divina e da irmandade universal de todos os seres da Criação, estabelecendo, desse modo, o culto natural do amor a Deus e ao próximo.Somente sendo assim como é, poderia o Espiritismo realizar a sua grande missão de transformar a Terra, de mundo de sofrimento, de provas e expiações, em orbe regenerado e pacífico, a caminho de mais altas expressões de glória cósmica. Essa missão de transformar o mundo, o Espiritismo cumprirá; não com palavrório inconseqüente, nem com tricas políticas ou com ações de força bélica, mas fazendo a Humanidade enxergar e entender a evidência das grandes leis e dos grandes fatos da vida, a imortalidade do Espírito, a justiça indefectível, o imperativo do amor. ”O espiritismo deverá agir em todos os campos de conhecimento e da ação humana, desta forma auxiliando para que estes campos e estas ações sejam guiados para o restabelecimento da verdade. Assistiremos então o espiritismo e conseqüente as ações espíritas na Literatura, na música, nas artes plásticas, no cinema, no rádio, no teatro, na televisão, na medicina, na Psiquiatria, na Psicologia e Psicanálise, Lingüística, Sociologia, Arqueologia, Geologia e História. Como e quando efetivamente será a ação do espiritismo na arte? E mais: Como e quando será efetivamente a participação do artista espírita posto que como espírita cabe-lhe o dever de ser ao mesmo tempo cientista, filósofo e religioso da arte?
Créditos desta edição:
Bibliografia:
KAMINSKY, Walkíria. Pescadores de Almas/Depoimento real sobre reencarnação.São Paulo: Lis Gráfica e Editora.1988
SANT'ANNA, Hernani T. Universo e Vida. RJ: FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA DEPARTAMENTO EDITORIAL.1978
segunda-feira, março 07, 2011
Comentários sobre A GRANDE SíNTESE de Pietro Ubaldi
Luiz Carlos Menezes
HOMEM TAMBÉM É UMA UNIDADE TERNÁRIA
Explicações
Sou professor de História, licenciado pela UNIFAN da cidade de Aparecida de Goiânia, estado de Goiás.
Há alguns anos atrás levado por insônia fiz a leitura dinâmica de um livro de história geral. Tão logo consegui dormir lá pelas tantas da madrugada eu tive um sonho. Neste sonho eu me sentia como em uma aula de história. Em uma tela de proporções pequenas tipo 2,30 m por 1,50 eu revi as informações que obtivera através da leitura dinâmica. Na tela eu via todas as cenas e me lembro das cenas envolvendo a 2ª guerra mundial e Hitler.
Não é de se estranhar já que conhecemos os prodígios do cérebro, mas algo me deixou deveras intrigado. Como sofro de um problema de bexiga sou obrigado a acordar diversas vezes na noite para ir ao banheiro, daí o que é intrigante: todas as vezes que eu retornava a dormir eu retornava ao sonho.
Também há alguns anos atrás talvez levado pela vaidade pensei escrever um trabalho que facilitasse às pessoas, a compreensão da obra “A Grande Síntese” de Pietro Ubaldi. Estaquei-me logo de início, dado a complexidade de tal evento, embora alguns amigos me fortalecessem afirmando: - Um dia você consegue!
Hoje considero prepotência da minha parte ter pensado em tal tarefa. Ocorridos mais de 10 anos do fato em si, em uma noite recente eu estudava os 04 primeiros capítulos do livro “As Leis de Deus” também de autoria de Pietro Ubaldi. Tão logo fui dormir o mesmo fato que ocorrera anos atrás com o livro de história, ocorreu de novo só que desta feita, o livro mudara, não mais o livro de história e sim o livro “A Grande Síntese”, apenas com o diferencial eu não via as cenas, apenas estudava, tantas vezes fui ao banheiro quanto voltei a dormir retornando ao sonho, até que o sono foi se aprofundando cada vez mais a ponto de eu não me lembrar ou não ir mais ao banheiro...
Sem pretensão de sintetizar resolvi escrever comentários a respeito da obra na esperança esclarecer os que como eu fazem parte da mesma corrente de pensamento. Rogo ao Criador para que me fortaleça na tarefa.
A NECESSIDADE DE UMA CIÊNCIA PSÍQUICA EM BUSCA DE UMA PERCEPÇÃO MELHOR DA REALIDADE - capítulos I a III
A ciência do século XX e o seu acumulado não tornou melhor o homem, não resolveu o problema da dor, sua capacidade se prendeu ao estabelecimento de comodidades apenas. O homem anseia por mais, ele quer evoluir. Para tanto é necessário uma ciência psíquica. A Grande Síntese é obra do estudo desta ciência psíquica. O objetivo é a busca de uma verdade maior.
O caminho é o da intuição, único capaz de nos fazer vencer a dor e a morte. O caminho não pode ser apenas o da razão. Não há crítica à ciência e sim constatação de que doutrinas que objetivaram provar a matéria são limitadas à materialidade, não podendo, portanto perceber Deus, chegando mesmo a negar sua existência.
O método é comum a todos é o da intuição e o primeiro passo é não negá-la sistematicamente afirmando que só a razão existe. Se, por um lado a razão pode explicar mesmo que equivocadamente ou limitadamente a matéria, a intuição pode no fazer ver as necessidades e a satisfação das necessidades da alma. Se o método é comum a todos, os resultados diferem por que o método se aperfeiçoa cada vez mais, a medida em que nos tornamos melhores.
Uma nova compreensão do universo e do homem torna-se um síntese intuitiva, trata-se da dilatação da visão do espírito para a busca da essência de todas as coisas. Devemos, pois principiar-nos a aceitar a intuição como parte imanente do nosso espírito e cuidarmos do nosso aprimoramento moral.
Ocorre que temos nos guiado pela razão o que significa que baseamo-nos em uma psique de superfície. O nosso eu verdadeiro se encontra em uma psique mais profunda. O eu exterior morre com a matéria. Vencer a morte seria fundir o eu exterior ao eu interior, despertar o eu interior é o objetivo da vida, através desta evolução o homem retorna para Deus e funde-se a ele.
O estudo da ciência psíquica é o instrumento de pesquisa e nosso maior bem na atualidade, um meio natural de desenvolvimento na evolução. Trata-se buscar caminhos, estradas para a alma, o que não pode ocorrer somente através da matéria. Trata-se de desenvolver - a visão direta.
É necessária a transferência do centro da nossa personalidade – o nosso eu para camadas profundas do nosso espírito. Assim dilataremos a nossa visão intuitiva e poderemos compreender os mistérios da Criação. O primeiro passo é não negar a intuição.
Por que não negar? O homem precisa de provas das verdades espirituais. É da natureza do seu inconsciente a negação, mas seria preciso pelo menos o duvidar. A negação aniquila a capacidade de ver e de sentir. “Pior cego é aquele que não quer ver”, diz o jargão popular, e é uma grande verdade, mas podemos complementá-lo – ele jamais verá.
O amadurecimento do nosso eu refinará as nossas percepções espirituais. Na medida em que evoluirmos perceberemos de forma clara as ondas que nos envolvem e nos inspiram. O espírito deve ser a grande descoberta de cada um. É preciso desenvolver a percepção e capacidade para viver, sentir esta nova dimensão. Uma única prova nos encaminhará para a verdade: é a de que não poderemos nunca em hipótese alguma negar o que sentimos. Não exijamos pois provas além da nossa própria sensibilidade.
O AMADURECIMENTO DA NOSSA CONSCIÊNCIA PROFUNDA E A MEDIUNIDADE INTUITIVA - capítulos IV a VI
O homem é fruto de dois níveis de consciência, um superficial e outro profundo, ou seja, uma consciência superficial notadamente acessível, outra que precisa ser buscada: a consciência profunda. A primeira delas uma elaboração da matéria e com ela morre. A outra latente e profunda é síntese divina, forma o nosso eu verdadeiro. Preexiste ao nascimento e não morre, como a negamos não percebe-mo-la. A consciência superficial nos coloca em contato com o mundo exterior a partir do que percebemos todas as sensações da vida. Todas as experiências vividas na fase exterior são transportadas e gravadas pela nossa consciência profunda. Nada então se perde das nossas dores e lutas e assim crescemos em um processo de expansão contínua tais valores vão se estratificando em torno do nosso eu central.
Ao evoluirmos dilatamos a nossa consciência profunda e gradativamente tornamo-nos conscientes dela. Ao reencontrarmos o nosso eu eterno, fora dos limites do tempo e espaço, teríamos vencido a morte. É a finalidade da evolução e da vida.
Ao tomarmos consciência da realidade profunda do eu, nos colocamos aptos a receber e a perceber as correntes de pensamentos que trafegam nas dimensões do espírito. É participar de forma consciente em um grau mais elevado em comunicação com seres de outras dimensões, participar de uma forma mais alta de mediunidade de natureza inspirativa, fruto das experiências que são vividas de forma ativa e consciente.
Os conceitos obtidos pela consciência superficial estão esgotados, insuficientes, a mente moderna anseia por inovações, as filosofias se tornaram individualistas e as religiões exclusivistas e possessivas. O espírito adormeceu no pelo ceticismo, mas agora encontra-se esgotado, sua fase agora é a de esgotamento. Necessitamos de revelações mais maduras. O egoísmo só produzirá desagregação e divergências.
O tempo de agora é de novas revelações. Estamos amadurecidos pelas dores, carecemos de um novo homem, o da nova civilização do III milênio. Não se trata de destruir as verdades e sim de vesti-las com novas interpretações.
A Grande Síntese conduz-nos a uma viagem do espírito e noz faz compreender o funcionamento do universo. É a viagem da criatura que se volta ao seu Criador, que regressa ao seu princípio, o centro do Universo. A realidade na nossa percepção estava presa aos limites do tempo e do espaço, trata-se de caminhar em sentido contrário rumo ao Absoluto, visão que razão jamais nos permitirá antever.
Trata-se de perceber um princípio único, Deus. A existência de uma só lei que tudo rege. Este é o conceito monista. Do politeísmo passamos ao monoteísmo, porém um conceito antropomórfico e agora passamos ao monismo. Deus é unidade com o ser. O homem não é apenas eterno e membro da humanidade que abraça todos os seres, é uma potência que desempenha seu papel no funcionamento orgânico da Criação do Universo. A jornada proporciona a ele novas formas de comportamento, por que é capaz de perceber os abismos pelos quais trilhou, agora é subir em busca da fonte: Deus. Nosso coração se envolve por uma nova paixão, a evolução, o amor, o combustível que nos move.
Trata-se do nascimento de um novo homem, nova ciência, novo sistema místico nos conduzirá em uma busca além dos sentidos puramente materiais, não nos utilizamos de um instrumento tão somente, somos parte do processo somos o próprio instrumento de pesquisa, devemos nos refinar do ponto de vista moral, e este refinamento nos conduzirá a uma nova ciência que nos conduzirá a um caminho novo, de amor e elevação espiritual, fundamentos de um novo homem.
A COMPLEXIDADE TERNÁRIA DO UNIVERSO E DE TODAS AS COISAS: A TRINDADE UNIVERSAL - Capítulos VIII a IX - parte I
Quando das primeiras notas utilizei-me da 1ª primeira pessoa do singular - “eu” ao longo de todo o texto posterior, utilizei-me da 1ª pessoa do plural, posto que eu e o Universo somos hum, eu e Deus somos hum (Eu e o pai somos um, mas o pai é melhor que eu... Jesus) e, eu e você caro leitor somos hum quando nos afinizamos através das mesmas correntes de pensamentos, isto ocorre pelo simples fatos de pensarmos semelhantemente.
Peço-vos o obséquio da compreensão para me utilizar novamente do “eu” dirigindo-me neste momento em especial aos que não comungam conosco a mesma corrente de pensamento, a mesma forma de conceber a realidade a partir da idéia de que “Deus é o centro do Universo”.
A primeira idéia que ocorre é que o pensamento retrata uma concepção panteísta, ora muito bem. Devo alertar-lhes porém que o conceito universo do ponto de vista da ciência racional é: universo (u.ni.ver.so) sm 1 O espaço e todas as estrelas, planetas e formas de matéria nele existentes; cosmo. 2 Fig. Meio, mundo: o universo musical. No entanto:
ENCIC.: O conceito de universo tem variado enormemente através do tempo, tanto em termos filosóficos quanto astronômicos. Ainda inatingível em sua totalidade pelo saber e tecnologia, à medida que aumenta o conhecimento do universo, aumenta também a percepção da enormidade do que não se sabe, imprimindo caráter conscientemente não definitivo a teoria e descrições. Assim mesmo, é curioso que tanto Parmênides, no século IV a.C. quanto Einstein, 25 séculos depois, tenham concebido o universo como uma esfera (sem definir, contudo, o que haveria além dela). Durante estes séculos, Copérnico concebeu um universo heliocêntrico (com o sol no centro) em lugar de geocêntrico (com a Terra no centro), como supunham os antigos. Newton introduziu a noção das leis físicas atuando na mecânica celeste, baseado na idéia de Aristóteles de que tempo e espaço são entidades e valores absolutos. Einstein introduziu a noção da relatividade de tempo e de espaço, pois só na relação entre eles é que são perceptíveis. O universo-esfera de einstein não é infinito; tem um raio de 35 trilhões de anos-luz. (CALDAS 2004 p. 767)
Perguntaria eu: - o que isto efetivamente tem a haver com o assunto? Nota-se que o conceito de universo tem variado ao longo do tempo e o que pode ser concebido dentro da ciência racional já não se aceita mais, não se pensa mais a terra como centro do universo, não se pensa mais o sol como centro do universo, isso seria absurdo, mas com certeza o sol é o centro do nosso sistema solar, a terra é centro do sistema cujo satélite é a lua. No universo einsteiniano fechado num raio de 35 trilhões de anos-luz e finito na forma esferoidal é possível atribuir-lhe um centro. Dizer que Deus está neste centro é panteísmo. Pensemos no universo infinito. Onde estaria o centro? Se ele é infinito, o centro não existe ou existe em qualquer ponto o que tiraria o seu “estatus” de centro.
Isto quer dizer tudo a que se tratou na ciência racional foi matéria. Deus não é matéria. O centro material só pode ser constituído de algo material ainda que outro estado de matéria.
Pietro Ubaldi, Sua Voz quando afirma Deus como alma do Universo, como Espírito do Universo não pode efetivamente estar se referindo à matéria. Alerto-vos da utilização da palavra Universo, grafada com U maiúsculo para diferir de qualquer um dos conceitos materialistas. Pietro e Sua Voz se utilizam da letra grega () (ômega) para representação de Universo (U maiúscula). Para matéria ele se utiliza da letra grega () (gama), para energia ele se utiliza da letra () (beta) e para espírito ou para Deus a letra grega ().
A COMPLEXIDADE TERNÁRIA DO UNIVERSO E DE TODAS AS COISAS: A TRINDADE UNIVERSAL - Capítulos VIII a IX - parte II
O homem é a relação e harmonização de três elementos, o espírito, a energia e a matéria ou o corpo. Esta é a trindade universal realizada no homem, este é universo humano, um em diversos. O corpo que é matéria é organizado em órgãos. O nosso sistema nervoso inclusive as sinapses cerebrais são resultadas da movimentação de energia nos transmissores e neuro-transmissores e na percepção do nosso próprio eu, na consciência ou mais particularmente no nosso inconsciente, o imaterial, apenas conceito, emoção, pensamento, espírito, independente da nossa vontade, da nossa aceitação é a individuação do nosso eu, seria o “eu existo porque o meu espírito existe” e muito mais do que isto, é ele quem comanda e superintende todo o processo, negá-lo seria negar o fato de existirmos. Assim somos esta unidade ternária composta de matéria, energia e espírito.
Ora, o Universo é também matéria, e é o que mais nos rodeia impressionando nossos sentidos, mas também é energia irradiada através do som, da eletricidade, da luz, de tal forma que não podemos questionar sua existência, mas o Universo não é apenas isso. É também um corpo de leis muito bem definidas, claramente podemos perceber leis e princípios imutáveis e inteligentes. Através disso podemos conceber a existência de idéia que o dirige o que chamaremos espírito do Universo. A ciência já descobriu a relação entre os dois elementos matéria e energia como manifestação de uma só substancia. A questão agora é existe uma relação entre estes elementos e o espírito? A Grande síntese se propõe a responder a questão.
O Universo também é unidade ternária nos seus aspectos: estático, dinâmico e mecânico.
No seu aspecto Estático, a unidade-todo abarca a formação de um organismo na estruturação material que o compõe na correspondência e coordenação em um objetivo comum de todas as suas partes. Aqui temos então, matéria, estrutura ou forma do Universo.
No seu aspecto Dinâmico, temos o vir a ser, o movimento, a trajetória. Movimento que coordena as partes em funcionamento em objetivos comuns. Aqui temos a energia, as irradiações, o dinamismo do Universo.
No aspecto Mecânico, temos o conjunto de leis e princípios, configurando seu aspecto mecânico. Temos aqui o espírito, a idéia, a inteligência que faz funcionar toda a estrutura harmônica.
Estes aspectos não estão isolados, fazem sentidos apenas nas suas co-relações, coesos e conexos. Tal é a idéia que anima o Um em Diversos, com todos os seus fenômenos e todos seus reinos, biológico, astronômico, físico ou químico. Esta é a unidade que permeia o Universo, a grande idéia que o governa. O Universo é ordem, é equilíbrio e alegria, a desordem, o mal, a dor só existem como partes isoladas de desordem dentro da ordem. A lei se adapta a cada fenômeno e às suas necessidades. Dentro da ordem da vida, podemos nos manifestar como desordens temporárias, dentro dos limites do nosso raio de ação. “O livre-arbítrio está sempre contido por um determinismo, que se dilata à medida que a evolução se processa”.
A COMPLEXIDADE TERNÁRIA DO UNIVERSO E DE TODAS AS COISAS: A TRINDADE UNIVERSAL - Capítulos VIII a IX - parte III
Deus é a Grande Lei que governa o Universo, o sopro divino, centro de irradiação e atração da Criação. A lei é Deus. Por que somos criaturas divinas, ansiamos por compreendê-lo. Desta Lei maior só podemos vislumbrar fragmentos e na medida em que o homem evoluir moralmente se aproximará mais da essência profunda. A ciência deve ser um ato de fé.
A matéria é forma, é estrutura, é efeito. A energia é movimento, vontade, transformismo e o espírito a lei, princípio e ordem. Tais modos se entrelaçam se interligam em suas reciprocidades. A idéia pura espírito () se condensa revestindo-se na energia () que é vontade, é movimento e finalmente se coagula na matéria (), a estrutura, a realidade exterior. Uma só substância se deriva em três originando a expressão (alfa vai para beta que vai para gama). O fenômeno em si como uma grande onda partindo do espírito, pensamento puro caminha para um movimento dinâmico, a energia para terminar em nova fase: a matéria.
Como todo fenômeno tem seu movimento oposto pela lei dos ciclos, lei de complementaridade, a matéria volta para a energia que volta para o pensamento puro - então: ( ). , é o princípio e o fim, os dois ciclos se completam e se fecham em um só movimento. Este movimento é a respiração do Universo, está sendo realizada a cada instante, isto resulta em o Universo se trata de onda que partindo de um princípio se transforma em energia que animada por incrível velocidade forma a matéria e que ao desintegrar-se volta ao seu estado energético que por sua vez retorna ao princípio. Primeiro o movimento de descentralização. Dois movimentos que se complementam, sendo o primeiro de descentralização ( ) e o segundo de centralização ( ).
A onda no seu movimento primeiro cria a matéria, o universo físico (u e não ), os astros, as nebulosas, o segundo movimento – a de retorno, o de regresso - a fase em que vivemos - que dá origem à vida. No primeiro momento é involução e o segundo evolução. Desta mesma forma o homem originário em Deus retorna para Deus, mas o homem já não é mais o mesmo, é um homem evoluído, o primeiro ciclo é de involução, de afastamento da substância, o segundo ciclo é retorno à substância, seu reencontro com a perfeição, a idéia pura, o Absoluto.
O mesmo funcionamento orgânico que possibilita a criação da bomba atômica possibilita a resolução de problemas morais e o afastamento do bem.
Os dois movimentos coexistem a cada instante no cosmo, se compensam no Cosmos, as nebulosas, o nascimento e a morte das estrelas, nossa vida, todos os elementos citados perpassam pela mesma base de existência. O Universo é aqui representado por uma equação que revela os aspectos do Todo. = ( ). Pensemos em um vórtice (redemoinho) visto por cima. Percebamos seu movimento circular partindo do centro para a superfície do círculo, agora imaginemos o movimento contrário de retorno, eis o ciclo. ( ) e ( ). Eis a técnica da criação divina, o primeiro movimento é de queda de fuga e o segundo de reconstrução de . Eis a Divina Trindade pregada pelas religiões. é o Relativo e o Absoluto, o abstrato e o concreto.
Tais elementos distintos do Universos não existem isoladamemnte, nada acaba efetivamente, em cada momento há o predomínio de um elemento só embora se relacione com os outros dois. O homem também esta subordinado à mesma lei: ( ) – Espírito – energia – matéria e depois ( ). A essência, o substancial está presente em todos momentos, na matéria bruta é máximo, médio e , mínimo. Na energia é máximo e no ser consciente, é que se expressa com maior peso. A evolução é dada pela seqüência ( ). A substancia em gama () se transforma, volta para a substância em alfa ( ).
Somos consciências que se despertam e em trânsito para Deus, a reconstrução de , o Universo espiritual de que cada um de nós é composto, a busca do nosso interior onde está o nosso eu profundo, onde está Deus, o centro de cada um de nós.
Este pensamento de certa forma é respaldado por Emmanuel conforme abaixo:
Encontramos no livro Emmanuel, da autoria do espírito de mesmo nome, psicografado por Francisco Cândido Xavier e editado pela FEB, no capítulo 32, intitulado Quatro questões de filosofia, no item Espírito e matéria, a seguinte pergunta a ele dirigida:
“Será lícito considerar-se espírito e matéria como dois estados alotrópicos de um só elemento primordial, de maneira a obter-se a conciliação das duas escolas perpetuamente em luta, dualista e monista, chegando-se a uma concepção unitária do Universo?”
“Resposta – É lícito considerar-se espírito e matéria como estados diversos de uma essência imutável, chegando-se dessa forma a estabelecer a unidade substancial do Universo. Dentro, porém, desse monismo físico-psíquico, perfeitamente conciliável com a doutrina dualista, faz-se preciso considerar a matéria como o estado negativo e o espírito como o estado positivo dessa substância.”
HOMEM TAMBÉM É UMA UNIDADE TERNÁRIA
Capítulos IX a X
Desde o momento em que o espírito se desprende do criador em seu estado puro, faz sua jornada de evolução e a primeira parte do movimento é a queda do estado puro para o que Pietro Ubaldi vai chamar futuramente em outras obras de Anti-Sistema (AS), sendo que Deus é (S) sistema, ao partirmos das mãos do Criador faremos uma jornada - iremos de (S) sistema - Deus, para a energia B (beta - letra grega com a qual ele representa a energia) e depois iremos para gama () (letra grega com a qual ele representa a matéria). Depois o espírito faz a caminhada de volta ao S (sistema) Deus de forma evoluída, pára isso ele terá que vencer o AS (Anti-sistema), ele terá que vencer a matéria. Vencer a matéria é vencer a morte quando vivo. Este é o caminho de volta à substância e ele o faz através da reconstrução da consciência. O espírito é a organização máxima da criação Divina, somente ele pode semelhante ao Criador, também criar - ele se faz co-criador do seu próprio destino.
A desestruturação da matéria através da explosão das bombas nucleares nos revelou a existência da energia, isto equivale dizer que o mundo concreto não é tão concreto assim, o concreto se desfez em ondas, irradiações. Esta é apenas uma forma de retorno de () (gama) - matéria para beta (B) – energia, uma forma provocada pelo homem, mas o todo o universo (com u minúscula) está em processo de respiração de dentro para fora do IN para o ON, o que equivale dizer que ele o universo material partindo do princípio alfa (Deus) torna-se energia, que estimulada pela velocidade se condensa indo para o que chamamos de matéria ().
Estamos vivendo atualmente em um momento em que a matéria se envelheceu sobremaneira caminhando para desintegração (radioatividade). Esta é uma lei Divina e como tal nos favorece ao retorno ao criador, nossa matéria também está no mesmo processo.
A Criação é uma unidade global que tem um princípio único, de tal forma que a lei está não apenas na unidade mas também no caos, na fragmentação. Equivale isto a dizer que a Criação é constituída de uma substância que é única embora se apresente de formas as mais diversas. Tal substância vem de Deus, sendo que Deus está em tudo – eis o conceito monista em que a substância é única embora em manifestação ternária ou dualística. A trindade é na realidade uma unidade em substância – o dualismo recompõe-se em unidade. Assim a substância embora aparente formas diversas é sempre idêntica em princípio e o Absoluto, não se fragmenta.
A aparente fragmentação da unidade faz com que percebamos apenas parte da realidade, sendo-nos impossível uma visão sintética do Universo, a evolução, entretanto far-nos-á aproximar cada vez mais dessa visão de síntese que buscamos.
Algumas deduções entretanto são possíveis. É possível afirmar que os sistemas atômicos (microcosmos) e os sistemas cósmicos (macrocosmos) seguem os mesmos princípios. A mesma Lei que cria o macrocosmo é a mesma que cria o microcosmo. A individualidade química é a mesma individualidade astronômica.
A respiração do Universo - a sua partida de Deus, a passagem pelo estágio energia e sua condensação em matéria e, seu retorno para o estado energético até a volta à Deus se constitui em dois ciclos como em uma onda. Esse processo respiratório é chamado pelos hindus do passo de Manvantara - chegando mesmo a calcular em anos a duração dos ciclos ondulatórios.
Os ciclos fazem estão presentes em tudo que conhecemos, são como os inversos - na matéria é a polaridade positiva e a camada negativa, no biológico é o macho e fêmea – complementação em fazes opostas e complementares.
O homem também é hum, mas na sua tríplice formação é formado de espírito, energia e matéria. O mesmo princípio em que se baseia o Universo forma e rege a natureza humana.
NASCIMENTO E MORTE DA MATÉRIA - Capítulo XI
A matéria nasce quando da energia animada pelo movimento velocíssimo das partículas e morre quando da sua desagregação atômica seja ela provocada ou natural. Ela está subordinada às mesma leis a que está subordinada a substância qualquer que seja a sua diversidade. Pode-se entender a substância como espírito, como energia e como matéria os princípios são os mesmo (Monismo) e estão subordinadas a individuação, unificação e evolução, esta é a lei - individuação, unificação e evolução.
A matéria do ser humano é resultada também da individualização, diferencia-se, se reunifica e evolui por ciclos, nascimento vida e morte e renascimento - é o nascer, viver, morrer e renascer, tal é a lei - de Allan Kardec.
Com a matéria ocorre o mesmo, ela nasce, se organiza, cresce e morre, para tornar a nascer, reviver e tornar a morrer, este é um eterno transformismo evolutivo. Quando atinge a condensação máxima, sua estabilidade se rompe e ela morre na radioatividade própria dos corpos dos elementos velhos – é o caso da utilização do urânio, por exemplo, que está a um passo da morte natural quando então libera sua energia, processo esse adiantado pelo homem através de métodos científicos. A substância passa de () beta a () gama. A condensação é o resultado do movimento - princípio geral, Lei. A condensação é um movimento que fecha sobre si mesmo, acelerando a velocidade da substancia adquirindo massa e peso por efeito da velocidade - aceleração do movimento. Nesse sentido a substância (energia) se move mais rápido em um espaço menor - daí a dedução einsteiniana de que a matéria é a energia vezes a constante ao quadrado: (E = mc2) ou simplesmente a matéria é resultada da energia em movimento e a certeza de que se mirarmos os espaços vazios entre a matéria seremos guiados pela sensação de que ela não existe, de que nada existe.
É o movimento a essência do Universo é a Lei que permite a passagem de tanto em (alfa), quanto em (beta) e (gama).
Neste movimento de vai e vem há perda energética e isto é irreversível e entrópico (desorganizador) - o que equivale dizer que a substância mesmo retornando nunca retorne ao estado puramente do mesmo ponto em que partiu - é como o movimento da ômega, volta em caminho inverso sem nunca chegar ao seu ponto de partida exatamente. É um caminho evolutivo - é a lei, a substância está evolutida, tanto no sentido de alfa () – centralização ou descentralização – beta ().
A matéria nasce em beta (,) através da compactação e morre com a radioatividade, quando retorna de gama() para beta (). No aspecto estático será estrutura e no seu aspecto dinâmico serão diversos tipos específicos - individuação. No seu aspecto dinâmico, será transformismo e evolução em outros níveis.
ORGANIZAÇÃO E NASCIMENTO DA MATÉRIA - Capítulo XII a XIV
Para se entender a matéria é necessária a compreensão da Lei de Unidade, que consiste no fato de que a unidade é constituída de unidades menores e por sua vez esta unidade menor é formada de unidades menores ainda até o infinito negativo, por sua vez toda unidade é componente de uma unidade maior que participa em outras unidades maiores ainda.
O Universo se constitui de 02 movimentos um de fuga (do centro para fora) ou de fragmentação, e outro de reconstrução, de retorno – este de natureza centrípeta - de fora para dentro - um dispersa o outro aglomera, o segundo reconstitui-se na unidade. O primeiro movimento de centrifugação é chamado também de individuação da substância e cria unidades - um “eu” aparentemente à parte da unidade. O movimento centrípeto, o segundo é uma reação ao primeiro, sua natureza é reunificar. O Universo palpita da nucleação - convergência para o centro, a este comportamento chamar-se-á Unidade coletiva. A fragmentação de se refaz com a reunião de suas partes e seu respiro se fecha e se completa. Compreendemos que isto é difícil de aceitar, embora não seja difícil entender do ponto de vista mecânica e de movimento. Ocorre que tudo que há Universo obedece a estes movimentos e é preciso não discordar pelo menos não do ponto de vista didático.
A partir de tal didática de pensamento concebemos a matérias no seu movimento primeiro de fragmentação e neste caso vão surgir as individuações químicas que conhecemos, desde o elemento mais leve até o mais pesado, cada qual com propriedades distintas, como “eus” isolados e vão do Hidrogêncio (H) ao Urânio (U).
O átomo é uma unidade que se reúne com outras unidades em uma unidade maior que é a molécula e que se reúnem a outras moléculas que por sua vez vão participar de organizações maiores até a estrutura de todo o Universo físico.
O substrato da matéria é a energia e não possui um elemento básico que a componha, suas unidades se comportam como massa mas caso haja um desaceleração do movimento das partículas ela cessa de existir (a matéria). São ondas coaguladas (pela velocidade) em diminutas regiões do espaço estabelecendo interconexões que criam a nossa realidade, ferindo nossos sentidos com a ilusão do concreto.
A substância intermediária entre a matéria e a energia foi chamada pela ciência, mas a própria ciência rechaçou sua existência. Ocorre que sendo de natureza intermediária escapou á observação atual – não impõe atrito às viagens dos corpos celestes e é imune à gravidade. É um substrato do vazio cósmico, sustentáculo das irradiações que vagueiam nos espaços siderais. Um elemento que antecede ao próton- que Sua Voz e a Grande Síntese chamam de nébulio - principal componente das nebulosas. Nasce de uma condensação energética porém, sem massa e sem o comportamento típico das partículas, está no intermédio entre a matéria e a onda. Seria o pai do Hidrogênio e filho das formas dinâmicas da energia ( )- do ponto d vista de Einstein, a vacuidade dinâmica elástica de onde parte todos os fenômenos físicos. Em verdade o nada - a origem de onde saltam as partículas de matéria que forma o universo (u - minúsculo).
As energias estão em movimento de difusão e buscam dentro da dualidade lei de unidade o seu movimento inverso e deve mudar sua trajetória para se concentrarem em outros pontos do cosmo, dobram-se sobre si mesmos. A irradiação torna-se dinâmica o vórtice se fecha. Nasce o éter, que fechando mais o seu ciclo de condensação gera um campo de atração dinâmica, verdadeiro funil de atrações poderosas – um buraco negro, como é chamado. Deste turbilhão nascerá a matéria cósmica, formadora das nebulosas e galáxias e a partir daí inúmeros sóis. As nebulosas os corpos materiais mais jovens, nascem pela condensação do éter e é o germe de tudo que existe no nosso Universo. O turbilhão se fecha, o movimento acelera sua velocidade reduzindo o espaço de manifestação até o limite em que adquire peso e passa a se chamar matéria.
A energia forma a matéria mas não a abandona, daí as ondas e a energia em si, nascendo da condensação da energia, se manifestando primeiro como éter a matéria evolui até as formas mais condensadas a partir do que começa o seu retorno à energia que o gerou, mas apenas para continuar a sua evolução em outras formas de manifestação.
A EVOLUÇÃO POR INDIVIDUALIDADES QUÍMICAS - Capítulos XV e XVI
A matéria segue uma linha de evolução desde o elemento mais simples, a protoforma do elemento químico e de peso atômico mais leve, que é o hidrogênio até o Urânio, elemento químico mais pesado. À medida que a soma de elétrons, prótons e nêutrons aumentam o conjunto se diferencia formando novos elementos. Uma prova disso é que os corpos siderais mais jovens são ricos em hidrogênio e os corpos mais velhos constituídos de elementos mais pesados.
Na série estequiogenética (processo que A Grande Síntese denomina: estequio= elemento e genia= formação) ou seja processo que estuda a matéria na sua formação progressiva do Hidrogênio ao Urânio. Neste processo assistimos a uma progressiva condensação da energia e sua conversão em massa.
A nossa ciência com relação à formação dos elementos químicos em uma estrela chama o processo de fusão nuclear ou nucleossíntese. Ocorre então que partindo do elemento H (hidrogênio), da fusão de dois elétrons formam o Hélio, que por sua vez se fundindo formam o carbono, depois o Oxigênio até o ferro.. Tal processo é conhecido como fusão progressiva e libera energia que é irradiada das estrelas, em ondas eletromagnéticas. As estrelas com grandes massas terminam por explodir quando sua reserva de hidrogênio é fundida por completo, como resultado das explosões, os átomos carregados de energia canalizam formações de matéria, gerando outros corpos astronômicos e nebulosas planetárias e neste processo os 92 elementos químicos. O sol e os planetas do sistema solar são originários de uma nuvem estelar oriunda de uma explosão de supernova, há 5 bilhões de anos. Daí se afirmar que somos feitos de poeira de estrelas, o que equivale dizer que toda a matéria do Universo é resultada de explosões estelares.
Esse processo, a nucleossíntese estelar não justificava entretanto segundo Gamow(1956) a gênese de toda a matéria que conhecemos. A partir daí ficou claro que havia outra síntese de matéria, chamada pela ciência de nucleossíntese fundamental ou primária e teria acontecido após o Big-bang. Existiria portanto, dois tipos de nucleossínteses a primária e a estelar. A Grande Síntese parte da nucleossíntese primária e não a estelar. William Fowler ganhador do prêmio nobel em 1983, provou que do hidrogênio originaram-se os outros 91 elementos químicos confirmando assim as antecipações de A Grande Síntese. A Estequiogenética da Grande Síntese segue a ordem do aumento progressivo do número atômico e ao da ordem de núcleos e prótrons e nêutrons. O elétron não é a referência de individuação fisico-química dos elementos e sim o próton.
Há um menino na Rua
Corria o ano de 1989. O mês era maio e naquele dia 18, estávamos todos contentes. Nós do Grupo Espírita, havíamos vencido as dificuldade iniciais para a implantação do trabalho assistencial. Haviam os espíritos nos solicitado que iniciássemos o atendimento aos companheiros enfermos do plano espiritual, ainda que debaixo de uma árvore, ou em casa de pau-a-pique.
Naquela época, não tínhamos sede. Nossos trabalhos aconteciam em um compartimento emprestado, de cuja organização administrativa participavam vários companheiros do Grupo Espírita. Surgiu então a oportunidade alugarmos em frente ao referido abrigo, um barracão de três cômodos e passamos a realizar ali os trabalhos, a evangelização infanto-juvenil, o trabalho de palestra e agora, a desobsessão.
Naquela quarta-feira, depois da comunicação dos dirigentes espirituais, no primeiro dia aquele trabalho, um caso em particular, chamou-nos a atenção a ponto de emocionar-nos.
Apresentou-se-nos, para a doutrinação, o espírito de uma criança desequilibrada, infeliz e carente. Muito rebelde, agredia-nos, pulava bastante, batia palmas e exclamava:
- Cadê as crianças? Elas não estão hoje aqui! Eu gosto de brincar, de correr, de pular, eu empurro todas elas! Ih! Ih!Ih! É cada tombo que dou nelas! Eu vou derrubá cada um dôceis! Um por um, eu quero trapaiá! Eu vou trapaiá todo mundo!...
Aquela criança passou a conviver conosco, nós no plano físico o material e ela no espiritual. Passou a participar das aulas de evangelização, na marcenaria que mantínhamos a trancos e barrancos... também nas campanhas que realizávamos no CEASA , em busca de verdura e alimentos para a sopa que fazíamos.
Em uma das sessões, ficamos conhecendo mais um pouco a seu respeito:
- Ei! Cê achou que eu num vinha, né? Ih! Ih!, nem que seja um pouquinho eu venho! Cê achou que eu num vinha, né? Como é que vai?
- Como vai você?
- Eu to muito bem!
- Com Jesus? Trabalhando muito?
- Ih! Eu to muito bem, muito, muito, muito....
- Com Jesus?
- Muito... Demais...
- O que você está achando do nosso Grupo?
- Ih! Ta tudo feio, tudo horroroso mesmo, tudo feio...
- Mas, nós estamos tentando, e assim, a gente vai melhorando um pouco, melhorando o nosso sentimento, o nosso íntimo, o nosso trabalho...
- Eu dei uma ajudadinha procêis esta semana, cê viu?
- Qual foi a ajudazinha? No Forte Apache?
- Foi. Eu trapaiei. Eu trapaiei ocê lá...
Registramos aqui uma coincidência. O Evangelizador que dialogava com a entidade era o mesmo que ministrava a evangelização na Marcenaria, para algumas crianças encarnadas e, conseqüentemente, para as desencarnadas que a espiritualidade conduzia àquele ambiente, que precisavam receber também educação e evangelização. O forte apache era um brinquedo novo que o “tio” tentava desenvolver na madeira.
- Que nada, você estava torcendo para que tudo desse certo, eu já estava ficando nervoso... Nós estamos contando com a sua ajudazinha lá com os meninos...
- Eu num vô ajudá... Eu vô é ficá lá cutucando os meninos...
- Eu tenho certeza de que quando você viu o brinquedo pronto você também gostou, não é?
- Ficou horroroso, ficou horroroso...
- Mas, você gostou, você viu que os meninos brigaram por causa dele?
- Fui eu quem fiz eles brigarem...
- Você ficou com ciúme. Você também queria um. Nós vamos fazer para você com muito amor, com muita vibração... Vamos pegar o amor que há nos nossos corações e fazer um brinquedo muito bonito para você. Agora, eu quero saber o seu nome...
- Ih! Mas ocê pergunta, heim? Você pergunta heim? Mas eu já falei como eu era chamado...
- Menino de rua não!. Menino de rua é menino que está abandonado, que não tem ninguém. Você não. Você já tem a nós, tem esta casa, você já tem amparo. Nós vamos adotar você. você viu que fizemos esta casa, na é? Ela também é sua. (a entidade chora baixinho). Quando não estivermos, você pode vigiá-la para nós...
- Um dia, uma fessôra me chamou de bonezinho branco... Cê é burro.. Cê num sabe disso não? Depois eu vorto, ta?
- Vá com Deus, como é o seu nome? Ah! É o bonezinho branco...
- É o bonezinho branco, mas eu tenho nome...
- Deve ser Joãozinho, Serginho, você tem cara de Zinho, viu?
- Eu apronto mesmo... Você acertou, é Zinho mesmo. É Zezinho, agora vocês já sabem, é Zezinho.
- Vá com Deus, está na sua hora, vá com Deus.
Zezinho era um menino de rua e na rua desencarnara.
Pouco a pouco, ele melhorava. Já não era tão agressivo, apesar do seu sotaque divertido, transcrevemos, a seguir, um diálogo ocorrido após a campanha do CEASA . Nele registramos o gosto de Zezinho pela música, ponto fundamental no seu tratamento, ponto de ligação entre os nossos corações (ou seria religação?)
- Ei! Ei! Num me deixaram vir. Eu vim assim mesmo, eu corri e vim assim mesmo! Ih! Ih!Ei pra todo mundo!
- Ei!
- Todo mundo não quer que eu venha, ninguém me deixa vir, porque eu só falo besteiras... É bom demais.
- Eu quero saber o que você fez com a Flávia hoje no Ceasa...
- Ah! A Flavinha?!!! A Flavinha??!!! Eu dei um cutucão nela. Eu num falei que ia atrapaiá ocêis lá?
- Ela falou mesmo: “Foi o Zezinho que me empurrou!...” Nós ganhamos muito coisa hoje...
- Ah! Aquilo lá é fichinha! É Fichinha!
- Só que a tia Flávia não gostou muito daquele cutucão não, viu?
- Eu vô de qualquer jeito! Nem que seja na roda do carro, dependurado. Hi! Já to falando besteira! Eu vou trapaiá todo mundo! Ei, cadê os meninos da marcenaria, aqules menino atentado?
- Nós demos um descanso para eles...
- Pois é, eu to com saudades deles, cê sabe do que eu gosto? ´Quando ela aqui oh! (Fala o nome de uma das tias da evangelização) toca aquele tum tum!(violão), é bunito demais... Cadê o tocador(violão)? Cê num vai tocar pra mim não? ( - Eu toco para você todos os dias Zezinho! – responde a tia).
- E eu escuto e vou rebentá todas aquelas cordas, ocê vai ver só porque ocê num quer tocá para mim... Cadê o nosso trabalho? Eu num quero trabaiá não! Eu quero é ficar preguiçoso, eu quero é ficar à-toa, mas eles aui ficam me mandando para vcoês... Nóis num vai trabaiá não, nóis vai é cantar nas rua... Eu quero é cantar nas ruas junto dos meninos... Gente! Na casa dessa daqui tem um monte de tocador (02 violões, 01 guitarra). Eu vou quebrá tudo se ocê num tocá pra mim... Cadê a tia Flávia? Eu sei porque a tia Flávia num ta aqui hoje! Gente hoje é a formatura dela, gente, eu tava lá na casa dela. A Flavinha, tava muito bunitinha, gente! Tava muito bunita, gente! Ta tudo bão, gente? Depois eu vorto viu? Tchau para todo mundo!...
Em uma oportunidade de estudo, o tema era a música e este que descreve a história dissertava sobre a importância da arte, e enquanto discursava entusiasmado sobre o tema, foi mostrado através de quadros de vidências de uma das médiuns da casa, Zezinho, no século XVI como escritor.
No seu envolvimento conosco, Zezinho ofertava alegria, recebia afeto sincero, carinho. Comparecia também nas reuniões de orientação e numa destas apresentou-se choroso e triste...
- Ei gente! Ei pra todo mundo! Hoje num quero nem falá. Num me deixaram vir aqui. Num sei se fico alegre ou se fico triste, só de pensar começo a chorar... Tchau gente! Tchau gente!
Naquela noite uma dorzinha batia no nossos corações. Era já a antecipação da dor da saudade, a mesma dor que fazia Zezinho chorar. A dor da separação... Esta foi a última comunicação que tivemos com o Zezinho... Intuitivamente percebíamos que ele iria reencarnar (renascer) e nos sentíamos como ele próprio: Não sabíamos se alegres pelo seu retorno à carne ou tristes pela separação. Ficamos a meditar: Porque aquele menino fora parar nas ruas? Apesar da separação necessária, não nos esquecemos dele e decidimos trazer a sua experiência a público. Porque da sua rebeldia? De onde provinha? Qual a razão da sua agressividade? Solicitamos aos dirigentes espirituais que nos fornecessem mais dados a respeito dele.
Estas informações nos chegaram através da Irmã Laura, alma bondosa e querida, estrela de rara beleza, que dignou nascer novamente em terras brasileiras, no Estado da Bahia, em 23 de dezembro de 1990, disposta a diminuir o sofrimento do nosso mundo.
Eis a história de Zezinho contada por Irmã Laura, um ano antes dela renascer:
... José Leopoldo de Queiroz nasceu em Portugal. Foi um dos maiores escritores da época em que viveu. Fora-lhe determinado por espíritos amigos que escrevesse artigos que despertassem a humanidade para o amor aos carentes, para a fraternidade e a caridade. No entanto, tornou-se escritor político. Por algum tempo viveu a ganância do dinheiro e, assalariado, foi muito bem pago, escrevendo artigos contra cidadãos honestos, até que veio a desencarnar ainda moço, pobre boêmia. Chegou ao plano espiritual em condições de fazer dó. Fora lhe programado o seu reencarne, o que foi tentado através de várias mulheres sem responsabilidade, foi abortado 05 vezes.não conseguia alguém que pudesse acalentá-lo até que um dia reencarnou através de uma amiga e, ao contrário das outras vezes, quando teve de abandonar o seio materno, enfim conseguiu-se manter na carne. As condições materiais eram precárias. Desnutrido, com várias enfermidades chegou atingir uma certa idade. Com seis anos, já comandava grupos de meninos na rua. Vivendo de um lado para o outro, separado da mãe, conseguiu chegar aos doze anos. Nesta faze, seguido de seus companheiros e conhecido por Zezinho (nome que ele carrega por várias encarnações) desencarnou não em conseqüência das drogas, mas em um acidente, embora estivesse dopado. Isto acontece por que as pessoas viram as costas para estas crianças, que batem às nossas portas, que não são capazes de aproximar de um banco de jardim e dar uma palavra amiga... Zezinho passou muito tempo em preparação, rebelde, desorientado, esteve em vários grupos de aperfeiçoamento, até que conseguiram encaminhá-lo aqui, onde desabrocharam suas primeiras florezinhas, ainda meio rebelde, mas já consciente ele vem, para uma nova experiência difícil. A sua situação não é diferente no seu estado material.
Naqueles dias que antecediam novembro, uma aura de tristeza envolvia este que narra a história. Esta aura de tristeza estimulava o vazio nele, era como se a cada ano, cada novembro eclodisse o vulcão dos seus sentimentos. Este estado o predispunha à mudanças, apesar do ostracismo costumeiro, os sentidos eram aguçados, fazendo crescer seu potencial de observação. Isto o transformava em um sonhador, nos seus vôos perdidos, eterno apaixonado pelas causas nobres e perdidas. No seus sonhos escondia a incapacidade e anseios de luta por tais causas. Sentia ele então a indiferença e o desconhecimento pressentidos então nos corações das pessoas. É preciso melhor mecanismos de prevenção, melhor estruturação no organismo social para o tratamento desta célula dolorosa, entretanto as pessoas vendo-a tornaram-se cegas. A sociedade assiste passivamente em estado agônico ao auge dos seus valores negativos. As pessoas estão muito preocupadas consigo mesmas, ainda carecem do amor pelo próximo.
Goiânia é assim. Cidade bela, árvores grandes. Muito verde espalhado a colori-la, matizado pelo vermelho, amarelo violeta e azul das suas flores ornamentais e flora importada. Mas toda esta beleza não é bastante para esconder a beleza das flores tristes que vagam, pelas ruas, pés descalços, dorso nu, roupas encardidas a mendigarem de nós compreensão e carinho, a furtar-nos os bolsos. Entretanto parece-nos mais fácil não vê-las. Estamos muito ocupados, precisamos lutar para que nossos filhos estudem nos melhores colégios, para que conquistem posições condizentes com os nossos “status”, enquanto fingimos não ver a situação caótica da educação nas escolas oficiais. Cada um que zele por si e de seus filhos. Não é problema nosso. Eles que vivam de acordo com o seu poder aquisitivo. Assim, quando nossos filhos com livre acesso à melhor educação e informação desfilarem suas belezas e juventudes, trajando “marcas” e aureolados pelo diploma de vencedores, horrorizados, mas com ares de quem sabem o que diz, exclamem taxativos:
- É preciso implantar apena de morte!...
Querem destruir o criminoso, mas continuam a fomentar o crime... Isto para não dizer que a pena de morte existe, legalizá-la seria a pior das injustiças...
... Nos arredores de Goiânia. Numa cidade circunvizinha, em um dos seus bairros mais miseráveis. Numa família numerosa e paupérrima, retorna ao casulo da carne, Zezinho. Chega em um momento difícil, em que as pessoas alarmadas falam de pena de morte em um país onde se matam 400 meninos de ruas por ano. Chega de pele morena, olhos claros, sorriso maroto, esqualidez dos sofrem a fome. Chegou em um dia de greve no sistema de saúde e teve a sorte de não morrer por falta de atendimento.
Chega em um momento em que vivemos uma grave crise moral. Quanto às suas chances de vencer, só o tempo dirá. Ele que sempre viveu tempos difíceis, encontra-se agora em dificuldades ainda maiores, porque terá que vencer a si mesmo nesta sociedade egoísta. Pouca chance terá.
No bairro que abriga o Zezinho, como em outros também miseráveis, na maioria das cidades brasileiras, outros Zezinhos estão também desabrigados. São de todas as idades, recém-nascidos, até aqueles que ainda não encontraram a bala perdida, a metralhadora de um grupo de extermínio ou a fome não minou de todo as suas forças e permanecem de pé, porquanto tempo ainda não se sabe.
Zezinho vencerá? Não depende só dele. Depende de nós, do nosso amor, do contrário ele falirá de novo...
Na data de hoje 09 de agosto de 2010 ele se encontra com 20 anos, só isto é que sei...
Assinar:
Postagens (Atom)


