segunda-feira, março 07, 2011

Comentários sobre A GRANDE SíNTESE de Pietro Ubaldi

Luiz Carlos Menezes

Explicações

Sou professor de História, licenciado pela UNIFAN da cidade de Aparecida de Goiânia, estado de Goiás.

Há alguns anos atrás levado por insônia fiz a leitura dinâmica de um livro de história geral. Tão logo consegui dormir lá pelas tantas da madrugada eu tive um sonho. Neste sonho eu me sentia como em uma aula de história. Em uma tela de proporções pequenas tipo 2,30 m por 1,50 eu revi as informações que obtivera através da leitura dinâmica. Na tela eu via todas as cenas e me lembro das cenas envolvendo a 2ª guerra mundial e Hitler.

Não é de se estranhar já que conhecemos os prodígios do cérebro, mas algo me deixou deveras intrigado. Como sofro de um problema de bexiga sou obrigado a acordar diversas vezes na noite para ir ao banheiro, daí o que é intrigante: todas as vezes que eu retornava a dormir eu retornava ao sonho.
Também há alguns anos atrás talvez levado pela vaidade pensei escrever um trabalho que facilitasse às pessoas, a compreensão da obra “A Grande Síntese” de Pietro Ubaldi. Estaquei-me logo de início, dado a complexidade de tal evento, embora alguns amigos me fortalecessem afirmando: - Um dia você consegue!
Hoje considero prepotência da minha parte ter pensado em tal tarefa. Ocorridos mais de 10 anos do fato em si, em uma noite recente eu estudava os 04 primeiros capítulos do livro “As Leis de Deus” também de autoria de Pietro Ubaldi. Tão logo fui dormir o mesmo fato que ocorrera anos atrás com o livro de história, ocorreu de novo só que desta feita, o livro mudara, não mais o livro de história e sim o livro “A Grande Síntese”, apenas com o diferencial eu não via as cenas, apenas estudava, tantas vezes fui ao banheiro quanto voltei a dormir retornando ao sonho, até que o sono foi se aprofundando cada vez mais a ponto de eu não me lembrar ou não ir mais ao banheiro...
Sem pretensão de sintetizar resolvi escrever comentários a respeito da obra na esperança esclarecer os que como eu fazem parte da mesma corrente de pensamento. Rogo ao Criador para que me fortaleça na tarefa.

A NECESSIDADE DE UMA CIÊNCIA PSÍQUICA EM BUSCA DE UMA PERCEPÇÃO MELHOR DA REALIDADE - capítulos I a III

A ciência do século XX e o seu acumulado não tornou melhor o homem, não resolveu o problema da dor, sua capacidade se prendeu ao estabelecimento de comodidades apenas. O homem anseia por mais, ele quer evoluir. Para tanto é necessário uma ciência psíquica. A Grande Síntese é obra do estudo desta ciência psíquica. O objetivo é a busca de uma verdade maior.
O caminho é o da intuição, único capaz de nos fazer vencer a dor e a morte. O caminho não pode ser apenas o da razão. Não há crítica à ciência e sim constatação de que doutrinas que objetivaram provar a matéria são limitadas à materialidade, não podendo, portanto perceber Deus, chegando mesmo a negar sua existência.
O método é comum a todos é o da intuição e o primeiro passo é não negá-la sistematicamente afirmando que só a razão existe. Se, por um lado a razão pode explicar mesmo que equivocadamente ou limitadamente a matéria, a intuição pode no fazer ver as necessidades e a satisfação das necessidades da alma. Se o método é comum a todos, os resultados diferem por que o método se aperfeiçoa cada vez mais, a medida em que nos tornamos melhores.
Uma nova compreensão do universo e do homem torna-se um síntese intuitiva, trata-se da dilatação da visão do espírito para a busca da essência de todas as coisas. Devemos, pois principiar-nos a aceitar a intuição como parte imanente do nosso espírito e cuidarmos do nosso aprimoramento moral.
Ocorre que temos nos guiado pela razão o que significa que baseamo-nos em uma psique de superfície. O nosso eu verdadeiro se encontra em uma psique mais profunda. O eu exterior morre com a matéria. Vencer a morte seria fundir o eu exterior ao eu interior, despertar o eu interior é o objetivo da vida, através desta evolução o homem retorna para Deus e funde-se a ele.
O estudo da ciência psíquica é o instrumento de pesquisa e nosso maior bem na atualidade, um meio natural de desenvolvimento na evolução. Trata-se buscar caminhos, estradas para a alma, o que não pode ocorrer somente através da matéria. Trata-se de desenvolver - a visão direta.
É necessária a transferência do centro da nossa personalidade – o nosso eu para camadas profundas do nosso espírito. Assim dilataremos a nossa visão intuitiva e poderemos compreender os mistérios da Criação. O primeiro passo é não negar a intuição.
Por que não negar? O homem precisa de provas das verdades espirituais. É da natureza do seu inconsciente a negação, mas seria preciso pelo menos o duvidar. A negação aniquila a capacidade de ver e de sentir. “Pior cego é aquele que não quer ver”, diz o jargão popular, e é uma grande verdade, mas podemos complementá-lo – ele jamais verá.
O amadurecimento do nosso eu refinará as nossas percepções espirituais. Na medida em que evoluirmos perceberemos de forma clara as ondas que nos envolvem e nos inspiram. O espírito deve ser a grande descoberta de cada um. É preciso desenvolver a percepção e capacidade para viver, sentir esta nova dimensão. Uma única prova nos encaminhará para a verdade: é a de que não poderemos nunca em hipótese alguma negar o que sentimos. Não exijamos pois provas além da nossa própria sensibilidade.

O AMADURECIMENTO DA NOSSA CONSCIÊNCIA PROFUNDA E A MEDIUNIDADE INTUITIVA - capítulos IV a VI

O homem é fruto de dois níveis de consciência, um superficial e outro profundo, ou seja, uma consciência superficial notadamente acessível, outra que precisa ser buscada: a consciência profunda. A primeira delas uma elaboração da matéria e com ela morre. A outra latente e profunda é síntese divina, forma o nosso eu verdadeiro. Preexiste ao nascimento e não morre, como a negamos não percebe-mo-la. A consciência superficial nos coloca em contato com o mundo exterior a partir do que percebemos todas as sensações da vida. Todas as experiências vividas na fase exterior são transportadas e gravadas pela nossa consciência profunda. Nada então se perde das nossas dores e lutas e assim crescemos em um processo de expansão contínua tais valores vão se estratificando em torno do nosso eu central.
Ao evoluirmos dilatamos a nossa consciência profunda e gradativamente tornamo-nos conscientes dela. Ao reencontrarmos o nosso eu eterno, fora dos limites do tempo e espaço, teríamos vencido a morte. É a finalidade da evolução e da vida.
Ao tomarmos consciência da realidade profunda do eu, nos colocamos aptos a receber e a perceber as correntes de pensamentos que trafegam nas dimensões do espírito. É participar de forma consciente em um grau mais elevado em comunicação com seres de outras dimensões, participar de uma forma mais alta de mediunidade de natureza inspirativa, fruto das experiências que são vividas de forma ativa e consciente.
Os conceitos obtidos pela consciência superficial estão esgotados, insuficientes, a mente moderna anseia por inovações, as filosofias se tornaram individualistas e as religiões exclusivistas e possessivas. O espírito adormeceu no pelo ceticismo, mas agora encontra-se esgotado, sua fase agora é a de esgotamento. Necessitamos de revelações mais maduras. O egoísmo só produzirá desagregação e divergências.
O tempo de agora é de novas revelações. Estamos amadurecidos pelas dores, carecemos de um novo homem, o da nova civilização do III milênio. Não se trata de destruir as verdades e sim de vesti-las com novas interpretações.
A Grande Síntese conduz-nos a uma viagem do espírito e noz faz compreender o funcionamento do universo. É a viagem da criatura que se volta ao seu Criador, que regressa ao seu princípio, o centro do Universo. A realidade na nossa percepção estava presa aos limites do tempo e do espaço, trata-se de caminhar em sentido contrário rumo ao Absoluto, visão que razão jamais nos permitirá antever.
Trata-se de perceber um princípio único, Deus. A existência de uma só lei que tudo rege. Este é o conceito monista. Do politeísmo passamos ao monoteísmo, porém um conceito antropomórfico e agora passamos ao monismo. Deus é unidade com o ser. O homem não é apenas eterno e membro da humanidade que abraça todos os seres, é uma potência que desempenha seu papel no funcionamento orgânico da Criação do Universo. A jornada proporciona a ele novas formas de comportamento, por que é capaz de perceber os abismos pelos quais trilhou, agora é subir em busca da fonte: Deus. Nosso coração se envolve por uma nova paixão, a evolução, o amor, o combustível que nos move.
Trata-se do nascimento de um novo homem, nova ciência, novo sistema místico nos conduzirá em uma busca além dos sentidos puramente materiais, não nos utilizamos de um instrumento tão somente, somos parte do processo somos o próprio instrumento de pesquisa, devemos nos refinar do ponto de vista moral, e este refinamento nos conduzirá a uma nova ciência que nos conduzirá a um caminho novo, de amor e elevação espiritual, fundamentos de um novo homem.

A COMPLEXIDADE TERNÁRIA DO UNIVERSO E DE TODAS AS COISAS: A TRINDADE UNIVERSAL - Capítulos VIII a IX - parte I

Quando das primeiras notas utilizei-me da 1ª primeira pessoa do singular - “eu” ao longo de todo o texto posterior, utilizei-me da 1ª pessoa do plural, posto que eu e o Universo somos hum, eu e Deus somos hum (Eu e o pai somos um, mas o pai é melhor que eu... Jesus) e, eu e você caro leitor somos hum quando nos afinizamos através das mesmas correntes de pensamentos, isto ocorre pelo simples fatos de pensarmos semelhantemente.
Peço-vos o obséquio da compreensão para me utilizar novamente do “eu” dirigindo-me neste momento em especial aos que não comungam conosco a mesma corrente de pensamento, a mesma forma de conceber a realidade a partir da idéia de que “Deus é o centro do Universo”.
A primeira idéia que ocorre é que o pensamento retrata uma concepção panteísta, ora muito bem. Devo alertar-lhes porém que o conceito universo do ponto de vista da ciência racional é: universo (u.ni.ver.so) sm 1 O espaço e todas as estrelas, planetas e formas de matéria nele existentes; cosmo. 2 Fig. Meio, mundo: o universo musical. No entanto:

ENCIC.: O conceito de universo tem variado enormemente através do tempo, tanto em termos filosóficos quanto astronômicos. Ainda inatingível em sua totalidade pelo saber e tecnologia, à medida que aumenta o conhecimento do universo, aumenta também a percepção da enormidade do que não se sabe, imprimindo caráter conscientemente não definitivo a teoria e descrições. Assim mesmo, é curioso que tanto Parmênides, no século IV a.C. quanto Einstein, 25 séculos depois, tenham concebido o universo como uma esfera (sem definir, contudo, o que haveria além dela). Durante estes séculos, Copérnico concebeu um universo heliocêntrico (com o sol no centro) em lugar de geocêntrico (com a Terra no centro), como supunham os antigos. Newton introduziu a noção das leis físicas atuando na mecânica celeste, baseado na idéia de Aristóteles de que tempo e espaço são entidades e valores absolutos. Einstein introduziu a noção da relatividade de tempo e de espaço, pois só na relação entre eles é que são perceptíveis. O universo-esfera de einstein não é infinito; tem um raio de 35 trilhões de anos-luz. (CALDAS 2004 p. 767)

Perguntaria eu: - o que isto efetivamente tem a haver com o assunto? Nota-se que o conceito de universo tem variado ao longo do tempo e o que pode ser concebido dentro da ciência racional já não se aceita mais, não se pensa mais a terra como centro do universo, não se pensa mais o sol como centro do universo, isso seria absurdo, mas com certeza o sol é o centro do nosso sistema solar, a terra é centro do sistema cujo satélite é a lua. No universo einsteiniano fechado num raio de 35 trilhões de anos-luz e finito na forma esferoidal é possível atribuir-lhe um centro. Dizer que Deus está neste centro é panteísmo. Pensemos no universo infinito. Onde estaria o centro? Se ele é infinito, o centro não existe ou existe em qualquer ponto o que tiraria o seu “estatus” de centro.
Isto quer dizer tudo a que se tratou na ciência racional foi matéria. Deus não é matéria. O centro material só pode ser constituído de algo material ainda que outro estado de matéria.
Pietro Ubaldi, Sua Voz quando afirma Deus como alma do Universo, como Espírito do Universo não pode efetivamente estar se referindo à matéria. Alerto-vos da utilização da palavra Universo, grafada com U maiúsculo para diferir de qualquer um dos conceitos materialistas. Pietro e Sua Voz se utilizam da letra grega () (ômega) para representação de Universo (U maiúscula). Para matéria ele se utiliza da letra grega () (gama), para energia ele se utiliza da letra () (beta) e para espírito ou para Deus a letra grega ().

A COMPLEXIDADE TERNÁRIA DO UNIVERSO E DE TODAS AS COISAS: A TRINDADE UNIVERSAL - Capítulos VIII a IX - parte II

O homem é a relação e harmonização de três elementos, o espírito, a energia e a matéria ou o corpo. Esta é a trindade universal realizada no homem, este é universo humano, um em diversos. O corpo que é matéria é organizado em órgãos. O nosso sistema nervoso inclusive as sinapses cerebrais são resultadas da movimentação de energia nos transmissores e neuro-transmissores e na percepção do nosso próprio eu, na consciência ou mais particularmente no nosso inconsciente, o imaterial, apenas conceito, emoção, pensamento, espírito, independente da nossa vontade, da nossa aceitação é a individuação do nosso eu, seria o “eu existo porque o meu espírito existe” e muito mais do que isto, é ele quem comanda e superintende todo o processo, negá-lo seria negar o fato de existirmos. Assim somos esta unidade ternária composta de matéria, energia e espírito.
Ora, o Universo é também matéria, e é o que mais nos rodeia impressionando nossos sentidos, mas também é energia irradiada através do som, da eletricidade, da luz, de tal forma que não podemos questionar sua existência, mas o Universo não é apenas isso. É também um corpo de leis muito bem definidas, claramente podemos perceber leis e princípios imutáveis e inteligentes. Através disso podemos conceber a existência de idéia que o dirige o que chamaremos espírito do Universo. A ciência já descobriu a relação entre os dois elementos matéria e energia como manifestação de uma só substancia. A questão agora é existe uma relação entre estes elementos e o espírito? A Grande síntese se propõe a responder a questão.
O Universo também é unidade ternária nos seus aspectos: estático, dinâmico e mecânico.
No seu aspecto Estático, a unidade-todo abarca a formação de um organismo na estruturação material que o compõe na correspondência e coordenação em um objetivo comum de todas as suas partes. Aqui temos então, matéria, estrutura ou forma do Universo.
No seu aspecto Dinâmico, temos o vir a ser, o movimento, a trajetória. Movimento que coordena as partes em funcionamento em objetivos comuns. Aqui temos a energia, as irradiações, o dinamismo do Universo.
No aspecto Mecânico, temos o conjunto de leis e princípios, configurando seu aspecto mecânico. Temos aqui o espírito, a idéia, a inteligência que faz funcionar toda a estrutura harmônica.
Estes aspectos não estão isolados, fazem sentidos apenas nas suas co-relações, coesos e conexos. Tal é a idéia que anima o Um em Diversos, com todos os seus fenômenos e todos seus reinos, biológico, astronômico, físico ou químico. Esta é a unidade que permeia o Universo, a grande idéia que o governa. O Universo é ordem, é equilíbrio e alegria, a desordem, o mal, a dor só existem como partes isoladas de desordem dentro da ordem. A lei se adapta a cada fenômeno e às suas necessidades. Dentro da ordem da vida, podemos nos manifestar como desordens temporárias, dentro dos limites do nosso raio de ação. “O livre-arbítrio está sempre contido por um determinismo, que se dilata à medida que a evolução se processa”.

A COMPLEXIDADE TERNÁRIA DO UNIVERSO E DE TODAS AS COISAS: A TRINDADE UNIVERSAL - Capítulos VIII a IX - parte III

Deus é a Grande Lei que governa o Universo, o sopro divino, centro de irradiação e atração da Criação. A lei é Deus. Por que somos criaturas divinas, ansiamos por compreendê-lo. Desta Lei maior só podemos vislumbrar fragmentos e na medida em que o homem evoluir moralmente se aproximará mais da essência profunda. A ciência deve ser um ato de fé.
A matéria é forma, é estrutura, é efeito. A energia é movimento, vontade, transformismo e o espírito a lei, princípio e ordem. Tais modos se entrelaçam se interligam em suas reciprocidades. A idéia pura espírito () se condensa revestindo-se na energia () que é vontade, é movimento e finalmente se coagula na matéria (), a estrutura, a realidade exterior. Uma só substância se deriva em três originando a expressão      (alfa vai para beta que vai para gama). O fenômeno em si como uma grande onda partindo do espírito, pensamento puro caminha para um movimento dinâmico, a energia para terminar em nova fase: a matéria.
Como todo fenômeno tem seu movimento oposto pela lei dos ciclos, lei de complementaridade, a matéria volta para a energia que volta para o pensamento puro - então:  (    ). , é o princípio e o fim, os dois ciclos se completam e se fecham em um só movimento. Este movimento é a respiração do Universo, está sendo realizada a cada instante, isto resulta em o Universo se trata de onda que partindo de um princípio se transforma em energia que animada por incrível velocidade forma a matéria e que ao desintegrar-se volta ao seu estado energético que por sua vez retorna ao princípio. Primeiro o movimento de descentralização. Dois movimentos que se complementam, sendo o primeiro de descentralização (    ) e o segundo de centralização (  ).
A onda no seu movimento primeiro cria a matéria, o universo físico (u e não ), os astros, as nebulosas, o segundo movimento – a de retorno, o de regresso - a fase em que vivemos - que dá origem à vida. No primeiro momento é involução e o segundo evolução. Desta mesma forma o homem originário em Deus retorna para Deus, mas o homem já não é mais o mesmo, é um homem evoluído, o primeiro ciclo é de involução, de afastamento da substância, o segundo ciclo é retorno à substância, seu reencontro com a perfeição, a idéia pura, o Absoluto.
O mesmo funcionamento orgânico que possibilita a criação da bomba atômica possibilita a resolução de problemas morais e o afastamento do bem.
Os dois movimentos coexistem a cada instante no cosmo, se compensam no Cosmos, as nebulosas, o nascimento e a morte das estrelas, nossa vida, todos os elementos citados perpassam pela mesma base de existência. O Universo é aqui representado por uma equação que revela os aspectos do Todo.  = (    ). Pensemos em um vórtice (redemoinho) visto por cima. Percebamos seu movimento circular partindo do centro para a superfície do círculo, agora imaginemos o movimento contrário de retorno, eis o ciclo. (    ) e (     ). Eis a técnica da criação divina, o primeiro movimento é de queda de fuga e o segundo de reconstrução de . Eis a Divina Trindade pregada pelas religiões.  é o Relativo e o Absoluto, o abstrato e o concreto.
Tais elementos distintos do Universos não existem isoladamemnte, nada acaba efetivamente, em cada momento há o predomínio de um elemento só embora se relacione com os outros dois. O homem também esta subordinado à mesma lei: (    ) – Espírito – energia – matéria e depois (     ). A essência, o substancial está presente em todos momentos, na matéria bruta  é máximo,  médio e , mínimo. Na energia  é máximo e no ser consciente,  é que se expressa com maior peso. A evolução é dada pela seqüência (     ). A substancia em gama () se transforma, volta para a substância em alfa ( ).
Somos consciências que se despertam e em trânsito para Deus, a reconstrução de , o Universo espiritual de que cada um de nós é composto, a busca do nosso interior onde está o nosso eu profundo, onde está Deus, o centro de cada um de nós.
Este pensamento de certa forma é respaldado por Emmanuel conforme abaixo:

Encontramos no livro Emmanuel, da autoria do espírito de mesmo nome, psicografado por Francisco Cândido Xavier e editado pela FEB, no capítulo 32, intitulado Quatro questões de filosofia, no item Espírito e matéria, a seguinte pergunta a ele dirigida:

“Será lícito considerar-se espírito e matéria como dois estados alotrópicos de um só elemento primordial, de maneira a obter-se a conciliação das duas escolas perpetuamente em luta, dualista e monista, chegando-se a uma concepção unitária do Universo?”
“Resposta – É lícito considerar-se espírito e matéria como estados diversos de uma essência imutável, chegando-se dessa forma a estabelecer a unidade substancial do Universo. Dentro, porém, desse monismo físico-psíquico, perfeitamente conciliável com a doutrina dualista, faz-se preciso considerar a matéria como o estado negativo e o espírito como o estado positivo dessa substância.”

HOMEM TAMBÉM É UMA UNIDADE TERNÁRIA

Capítulos IX a X

Desde o momento em que o espírito se desprende do criador em seu estado puro, faz sua jornada de evolução e a primeira parte do movimento é a queda do estado puro para o que Pietro Ubaldi vai chamar futuramente em outras obras de Anti-Sistema (AS), sendo que Deus é (S) sistema, ao partirmos das mãos do Criador faremos uma jornada - iremos de (S) sistema - Deus, para a energia B (beta - letra grega com a qual ele representa a energia) e depois iremos para gama () (letra grega com a qual ele representa a matéria). Depois o espírito faz a caminhada de volta ao S (sistema) Deus de forma evoluída, pára isso ele terá que vencer o AS (Anti-sistema), ele terá que vencer a matéria. Vencer a matéria é vencer a morte quando vivo. Este é o caminho de volta à substância e ele o faz através da reconstrução da consciência. O espírito é a organização máxima da criação Divina, somente ele pode semelhante ao Criador, também criar - ele se faz co-criador do seu próprio destino.
A desestruturação da matéria através da explosão das bombas nucleares nos revelou a existência da energia, isto equivale dizer que o mundo concreto não é tão concreto assim, o concreto se desfez em ondas, irradiações. Esta é apenas uma forma de retorno de () (gama) - matéria para beta (B) – energia, uma forma provocada pelo homem, mas o todo o universo (com u minúscula) está em processo de respiração de dentro para fora do IN para o ON, o que equivale dizer que ele o universo material partindo do princípio alfa (Deus) torna-se energia, que estimulada pela velocidade se condensa indo para o que chamamos de matéria ().
Estamos vivendo atualmente em um momento em que a matéria se envelheceu sobremaneira caminhando para desintegração (radioatividade). Esta é uma lei Divina e como tal nos favorece ao retorno ao criador, nossa matéria também está no mesmo processo.
A Criação é uma unidade global que tem um princípio único, de tal forma que a lei está não apenas na unidade mas também no caos, na fragmentação. Equivale isto a dizer que a Criação é constituída de uma substância que é única embora se apresente de formas as mais diversas. Tal substância vem de Deus, sendo que Deus está em tudo – eis o conceito monista em que a substância é única embora em manifestação ternária ou dualística. A trindade é na realidade uma unidade em substância – o dualismo recompõe-se em unidade. Assim a substância embora aparente formas diversas é sempre idêntica em princípio e o Absoluto, não se fragmenta.
A aparente fragmentação da unidade faz com que percebamos apenas parte da realidade, sendo-nos impossível uma visão sintética do Universo, a evolução, entretanto far-nos-á aproximar cada vez mais dessa visão de síntese que buscamos.
Algumas deduções entretanto são possíveis. É possível afirmar que os sistemas atômicos (microcosmos) e os sistemas cósmicos (macrocosmos) seguem os mesmos princípios. A mesma Lei que cria o macrocosmo é a mesma que cria o microcosmo. A individualidade química é a mesma individualidade astronômica.
A respiração do Universo - a sua partida de Deus, a passagem pelo estágio energia e sua condensação em matéria e, seu retorno para o estado energético até a volta à Deus se constitui em dois ciclos como em uma onda. Esse processo respiratório é chamado pelos hindus do passo de Manvantara - chegando mesmo a calcular em anos a duração dos ciclos ondulatórios.
Os ciclos fazem estão presentes em tudo que conhecemos, são como os inversos - na matéria é a polaridade positiva e a camada negativa, no biológico é o macho e fêmea – complementação em fazes opostas e complementares.
O homem também é hum, mas na sua tríplice formação é formado de espírito, energia e matéria. O mesmo princípio em que se baseia o Universo forma e rege a natureza humana.

NASCIMENTO E MORTE DA MATÉRIA - Capítulo XI

A matéria nasce quando da energia animada pelo movimento velocíssimo das partículas e morre quando da sua desagregação atômica seja ela provocada ou natural. Ela está subordinada às mesma leis a que está subordinada a substância qualquer que seja a sua diversidade. Pode-se entender a substância como espírito, como energia e como matéria os princípios são os mesmo (Monismo) e estão subordinadas a individuação, unificação e evolução, esta é a lei - individuação, unificação e evolução.
A matéria do ser humano é resultada também da individualização, diferencia-se, se reunifica e evolui por ciclos, nascimento vida e morte e renascimento - é o nascer, viver, morrer e renascer, tal é a lei - de Allan Kardec.
Com a matéria ocorre o mesmo, ela nasce, se organiza, cresce e morre, para tornar a nascer, reviver e tornar a morrer, este é um eterno transformismo evolutivo. Quando atinge a condensação máxima, sua estabilidade se rompe e ela morre na radioatividade própria dos corpos dos elementos velhos – é o caso da utilização do urânio, por exemplo, que está a um passo da morte natural quando então libera sua energia, processo esse adiantado pelo homem através de métodos científicos. A substância passa de () beta a () gama. A condensação é o resultado do movimento - princípio geral, Lei. A condensação é um movimento que fecha sobre si mesmo, acelerando a velocidade da substancia adquirindo massa e peso por efeito da velocidade - aceleração do movimento. Nesse sentido a substância (energia) se move mais rápido em um espaço menor - daí a dedução einsteiniana de que a matéria é a energia vezes a constante ao quadrado: (E = mc2) ou simplesmente a matéria é resultada da energia em movimento e a certeza de que se mirarmos os espaços vazios entre a matéria seremos guiados pela sensação de que ela não existe, de que nada existe.
É o movimento a essência do Universo é a Lei que permite a passagem de tanto em (alfa), quanto em (beta) e (gama).
Neste movimento de vai e vem há perda energética e isto é irreversível e entrópico (desorganizador) - o que equivale dizer que a substância mesmo retornando nunca retorne ao estado puramente do mesmo ponto em que partiu - é como o movimento da ômega, volta em caminho inverso sem nunca chegar ao seu ponto de partida exatamente. É um caminho evolutivo - é a lei, a substância está evolutida, tanto no sentido de alfa () – centralização ou descentralização – beta ().
A matéria nasce em beta (,) através da compactação e morre com a radioatividade, quando retorna de gama() para beta (). No aspecto estático será estrutura e no seu aspecto dinâmico serão diversos tipos específicos - individuação. No seu aspecto dinâmico, será transformismo e evolução em outros níveis.

ORGANIZAÇÃO E NASCIMENTO DA MATÉRIA - Capítulo XII a XIV

Para se entender a matéria é necessária a compreensão da Lei de Unidade, que consiste no fato de que a unidade é constituída de unidades menores e por sua vez esta unidade menor é formada de unidades menores ainda até o infinito negativo, por sua vez toda unidade é componente de uma unidade maior que participa em outras unidades maiores ainda.
O Universo se constitui de 02 movimentos um de fuga (do centro para fora) ou de fragmentação, e outro de reconstrução, de retorno – este de natureza centrípeta - de fora para dentro - um dispersa o outro aglomera, o segundo reconstitui-se na unidade. O primeiro movimento de centrifugação é chamado também de individuação da substância e cria unidades - um “eu” aparentemente à parte da unidade. O movimento centrípeto, o segundo é uma reação ao primeiro, sua natureza é reunificar. O Universo palpita da nucleação - convergência para o centro, a este comportamento chamar-se-á Unidade coletiva. A fragmentação de  se refaz com a reunião de suas partes e seu respiro se fecha e se completa. Compreendemos que isto é difícil de aceitar, embora não seja difícil entender do ponto de vista mecânica e de movimento. Ocorre que tudo que há Universo obedece a estes movimentos e é preciso não discordar pelo menos não do ponto de vista didático.
A partir de tal didática de pensamento concebemos a matérias no seu movimento primeiro de fragmentação e neste caso vão surgir as individuações químicas que conhecemos, desde o elemento mais leve até o mais pesado, cada qual com propriedades distintas, como “eus” isolados e vão do Hidrogêncio (H) ao Urânio (U).
O átomo é uma unidade que se reúne com outras unidades em uma unidade maior que é a molécula e que se reúnem a outras moléculas que por sua vez vão participar de organizações maiores até a estrutura de todo o Universo físico.
O substrato da matéria é a energia e não possui um elemento básico que a componha, suas unidades se comportam como massa mas caso haja um desaceleração do movimento das partículas ela cessa de existir (a matéria). São ondas coaguladas (pela velocidade) em diminutas regiões do espaço estabelecendo interconexões que criam a nossa realidade, ferindo nossos sentidos com a ilusão do concreto.
A substância intermediária entre a matéria e a energia foi chamada pela ciência, mas a própria ciência rechaçou sua existência. Ocorre que sendo de natureza intermediária escapou á observação atual – não impõe atrito às viagens dos corpos celestes e é imune à gravidade. É um substrato do vazio cósmico, sustentáculo das irradiações que vagueiam nos espaços siderais. Um elemento que antecede ao próton- que Sua Voz e a Grande Síntese chamam de nébulio - principal componente das nebulosas. Nasce de uma condensação energética porém, sem massa e sem o comportamento típico das partículas, está no intermédio entre a matéria e a onda. Seria o pai do Hidrogênio e filho das formas dinâmicas da energia ( )- do ponto d vista de Einstein, a vacuidade dinâmica elástica de onde parte todos os fenômenos físicos. Em verdade o nada - a origem de onde saltam as partículas de matéria que forma o universo (u - minúsculo).
As energias estão em movimento de difusão e buscam dentro da dualidade lei de unidade o seu movimento inverso e deve mudar sua trajetória para se concentrarem em outros pontos do cosmo, dobram-se sobre si mesmos. A irradiação torna-se dinâmica o vórtice se fecha. Nasce o éter, que fechando mais o seu ciclo de condensação gera um campo de atração dinâmica, verdadeiro funil de atrações poderosas – um buraco negro, como é chamado. Deste turbilhão nascerá a matéria cósmica, formadora das nebulosas e galáxias e a partir daí inúmeros sóis. As nebulosas os corpos materiais mais jovens, nascem pela condensação do éter e é o germe de tudo que existe no nosso Universo. O turbilhão se fecha, o movimento acelera sua velocidade reduzindo o espaço de manifestação até o limite em que adquire peso e passa a se chamar matéria.
A energia forma a matéria mas não a abandona, daí as ondas e a energia em si, nascendo da condensação da energia, se manifestando primeiro como éter a matéria evolui até as formas mais condensadas a partir do que começa o seu retorno à energia que o gerou, mas apenas para continuar a sua evolução em outras formas de manifestação.

A EVOLUÇÃO POR INDIVIDUALIDADES QUÍMICAS - Capítulos XV e XVI

A matéria segue uma linha de evolução desde o elemento mais simples, a protoforma do elemento químico e de peso atômico mais leve, que é o hidrogênio até o Urânio, elemento químico mais pesado. À medida que a soma de elétrons, prótons e nêutrons aumentam o conjunto se diferencia formando novos elementos. Uma prova disso é que os corpos siderais mais jovens são ricos em hidrogênio e os corpos mais velhos constituídos de elementos mais pesados.
Na série estequiogenética (processo que A Grande Síntese denomina: estequio= elemento e genia= formação) ou seja processo que estuda a matéria na sua formação progressiva do Hidrogênio ao Urânio. Neste processo assistimos a uma progressiva condensação da energia e sua conversão em massa.
A nossa ciência com relação à formação dos elementos químicos em uma estrela chama o processo de fusão nuclear ou nucleossíntese. Ocorre então que partindo do elemento H (hidrogênio), da fusão de dois elétrons formam o Hélio, que por sua vez se fundindo formam o carbono, depois o Oxigênio até o ferro.. Tal processo é conhecido como fusão progressiva e libera energia que é irradiada das estrelas, em ondas eletromagnéticas. As estrelas com grandes massas terminam por explodir quando sua reserva de hidrogênio é fundida por completo, como resultado das explosões, os átomos carregados de energia canalizam formações de matéria, gerando outros corpos astronômicos e nebulosas planetárias e neste processo os 92 elementos químicos. O sol e os planetas do sistema solar são originários de uma nuvem estelar oriunda de uma explosão de supernova, há 5 bilhões de anos. Daí se afirmar que somos feitos de poeira de estrelas, o que equivale dizer que toda a matéria do Universo é resultada de explosões estelares.
Esse processo, a nucleossíntese estelar não justificava entretanto segundo Gamow(1956) a gênese de toda a matéria que conhecemos. A partir daí ficou claro que havia outra síntese de matéria, chamada pela ciência de nucleossíntese fundamental ou primária e teria acontecido após o Big-bang. Existiria portanto, dois tipos de nucleossínteses a primária e a estelar. A Grande Síntese parte da nucleossíntese primária e não a estelar. William Fowler ganhador do prêmio nobel em 1983, provou que do hidrogênio originaram-se os outros 91 elementos químicos confirmando assim as antecipações de A Grande Síntese. A Estequiogenética da Grande Síntese segue a ordem do aumento progressivo do número atômico e ao da ordem de núcleos e prótrons e nêutrons. O elétron não é a referência de individuação fisico-química dos elementos e sim o próton.


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