quinta-feira, março 31, 2011

Impérios do homem

Habitando a Terra dos Homens, Abdul Al Charid resolvera construir um castelo e este deveria ser o mais qualificável possível dentro dos seus limites econômicos.
Para desenvolvimento de tal projeto procurou aquele que no seu entender seria o melhor construtor da região e acordou o melhor preço e o prazo estipulado para que fosse devidamente construído.
Charid estava feliz ao ver que passo a passo o seu castelo ia se materializando e como convém nestes casos visitava periodicamente a obra. Ocorreu que tendo o construtor tendo recebido e definido prazo pela execução da construção desapaixonou-se dela e já não trabalhava mais com o mesmo vigor e interesse, tudo indicava que o prazo não seria cumprido, além do que não havia mais esmero por parte do construtor.  Tendo que pagar outras pessoas para destruir parte do trabalho e construí-lo de forma a atender a qualidade esperada por Charid, este viu-se em prejuízo de uma boa quantia...
Ocorre que neste caso Charid podia demandar em juízo buscando o ressarcimento, por outro lado ele também além de ser probo, buscava ser um homem de bem e embora tivesse decidido a processar o construtor, refletia nos perigos espirituais de tal empreitada. Assim pensando procurou aconselhar-se com amigos e conhecedores do livro da vida...
O livro da vida assim diz:
Perdoai, para que Deus vos perdoe. Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia. (Mateus, capítulo 5, versículo 7)
Acaso não era o caso de Charid? Sendo ele vitimado pelo construtor de acordo com as regras do homem era pleno de direitos sobre a sua perda, ocorre que se propondo a ser uma homem de bem era chamado a raciocinar de acordo com a Lei Maior...
Nesse aspecto o Livro da Vida era muito claro na sua mensagem: "Esqueçam o mal que lhes fizeram e não pensem outra coisa que não seja: no bem que vocês podem fazer."

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