terça-feira, junho 21, 2011

Entrevista com Walkíria Kaminsky

1) FESTIVAL DE ARTE ESPÍRITA: Walkíria Kaminsky, qual a tua concepção de Arte Espírita?


Minha visão sobre o tema Arte Espirita passa primeiro por algumas questões basilares
tais como
O que é a Arte?
Arte pra mim e a manifestação mais intima e complexa do espirito humano
esteja ele num plano de vibrações mais sutis ou na vida terrena;.
Processo artístico:
O processo artístico tem inicio nos mais profundos espaços
da alma quando esta, cheia de sentimentos sublimes ou
atormentada por seus infernos pessoais, precisa criar e assim,
num processo catarquico,esvaziar seus psiquismo inundado
de conteúdos maiores do que o individuo nesse estado possa
suportar.
Nesses dois extremos da criação artístico catarquica podemos
observar como exemplo nas artes plasticas desdes quadros magistrais de William
Turner e Monet como obras feitas por pacientes de hospitais psiquiátricos que,
ao pintar ou desenhar imagens consideradas esteticamente feias e ate assustadoras,
liberam seus medos, aflições a ansiedades, conseguindo assim aliviar as tensões
psíquicas que os levariam a crises de delírio e desequilíbrio intimo.
Arte do espirito no plano terrestre:
Em ambos os casos, desde que a fonte da arte é o espirito do artista
ou do doente mental,como não dizer que esta também é uma forma de arte
do espirito encarnado sem ser arte espirita?
Arte do espírito nos planos mais sutis:
Nos planos mais sutis a arte do espirito
tem no minimo duas grandes vertentes as quais tenho
a benção de conhecer:
Arte Renascimento e Arte Regeneradora
Arte Renascimento:
Seu objetivo é promover um segundo Renascimento terreno em todas as formas de Arte
Arte Regeneradora;
Seu objetivo é trabalhar os sofrimentos da alma , esteja ela ou não encarnada
através de muitos trabalhos tanto no plano terreno como nos círculos espirituais,
no que cientistas e pesquisadores terrenos não espiritas
ja intitulam ha décadas de Medicina da Alma.
dentro dessa da vertente da Arte Regeneradora estão inseridos
entre outros tantos, os trabalhos mediúnicos de Arte Fortalecedora da fé
e Arte Cura,
Arte Mediúnica - junção de duas esferas de artistas e médicos que se manifestando através de médiuns vem colaborar nos processo de cura
das almas adoecidas de encarnados e desencarnados ligados ás provações terrenas.

Processos de arte mediúnica fortalecedora da fé - Nesses trabalhos, médiuns recebem obras que são idênticas em estilo e
perfeição artística ás feitas pelos artistas quando habitavam o mesmo plano terreno que nós,
Sua função principal é divulgar a existência da vida pós mortem física e fortalecer a fé na
continuidade da vida na espiritualidade;
Processos de arte mediúnica regeneradora:
Nesses trabalhos médiuns recebem obras que trazem energias medicamentosas mais sutis para os presentes alem de recolher espíritos doentes para serem tratados nos atelieres da arte terapia das colonias espirituais.

Arte espírita: diante da complexidade do tema e do tempos em que vivemos, sob meu ponto de vista, toda
Arte oriunda do espírito pode ser considerada e não classificada como Arte espirita sem ser obrigatoriamente doutrinária mas
que esta se fazendo visível e propiciando mudanças importantes em todos os recantos planetários e na esferas espirituais ao nosso redor.

Continua em posterior post...

O que é Arte Espírita?

A Arte

Esta noite gostaríamos de saber sobre a arte, se possível a arte cristã e espírita. Posteriormente sobre o nosso papel como artistas espíritas. O que podem nos dizer quanto a este tema?
Filho, este é um questionamento muito importante devido ao vosso comprometimento com este tipo de trabalho. Aliás, nosso comprometimento. Referente à arte temos uma enormidade de materiais, exemplos e assuntos relacionados ao assunto como um todo. Analisando de forma bem superficial, a arte é sempre um efeito, uma conseqüência da cultura e do pensamento humano de cada época. Ela é influenciada pelos fatos, pelas pessoas, pelas crendices, pela fé, pelas religiões, pelo aspecto moral ou falta dele.

A arte é instrumento. E como tal pode ser maléfica ou benéfica. Há inúmeros exemplos e casos relatados na história da humanidade sobre estes aspectos. Quantos de nós somos “eternos” artistas falidos que levaram, influenciaram outros irmãos de forma negativa ao sermos artistas irresponsáveis que “pregaram” a imoralidade, os abusos, os vícios, a mentira, a futilidade ao nosso público alvo. Quantas mentes transviamos! Dos menores aos maiores e maduros...

É uma infinidade de erros que cometemos utilizando o instrumento da arte para o desvio do caminho para Deus!

Contudo, da mesma forma, houveram e ainda há os artistas divinos que por sua vez trouxeram, trazem e ainda trarão muito mais do que já existe do bem divino à humanidade. E não estamos falando de uma arte religiosa, mas sincera, pura e divinamente inspirada.

Não há um único artista do mundo, material ou espiritual, que não esteja servindo de “médium das belezas eternas” como afirma nosso querido Emmanuel! A arte é produto da autêntica mediunidade inspirada e por vezes direta e até inconsciente!

A arte terá no futuro um espaço muito maior do que hoje grassa na Terra. Quanto mais se evolui, mais se pensa no belo. Mais se pensa no bom! E para isso, o homem deixará pela inteligência de realizar serviços braçais que serão automatizados para se ter tempo para o belo e o bom da futura arte ainda inimaginável ao seres atuais deste planeta!

Em obras como a “Divina Comédia” de Dante percebe-se como a arte pode transformar o inenarrável, o absurdo, a destruição e o descompasso do espírito humano em algo belo e sublime, mesmo que até aterrorizante. É um trabalho de evangelização. A intenção da arte vale muito para Deus.

Futuramente, não precisaremos destes aspectos para fazer a arte, pois já será um passado terrífico da humanidade. Servirá apenas de história para lembrar os erros distantes e nada mais.

A arte terá o objetivo nos próximos anos e décadas de continuar a educação, chamando os que ainda não acordaram para a vida verdadeira, fazendo-os refletir sobre o que é preciso fazer para seguir um caminho da vida voltado para a felicidade e para o bem.

Kardec já citou em sua codificação, discorrendo brevemente sobre o assunto da arte. Há e continuará havendo uma arte espírita. Mas isto será apenas um termo de cunho interpretativo que durará ainda por consideráveis anos, pois ainda é necessário para proteger os princípios da verdadeira arte baseados nos princípios da Doutrina Espírita.

Contudo não se esqueça o que os espíritos têm falado sempre. A Doutrina Espírita será o futuro das religiões e não a religião do futuro. Esqueçam meus amigos espíritas de tentar ser a maioria na Terra, se atentem aos princípios desta maravilhosa Doutrina, estes serão assimilados pelas outras religiões ou mesmo outras doutrinas. Até porque os princípios não são do Espiritismo, e sim do acúmulo do conhecimento humano, trazidos e relembrados pelos espíritos.

Assim será também com a arte espírita. O que valerá e contará são os princípios espíritas: Pluralidade dos Mundos; Vidas Sucessivas; Evolução do Espírito; Crença num único Deus; Imortalidade da Alma e Comunicação com os espíritos.

Percebam que a arte espírita será também o futuro das artes, mas não a arte do futuro. E isso é o que menos importa. A relevância está no fato que todas as artes do mundo serão voltadas para o belo e o bom como deveria ser sempre. Tudo evolui e a arte trará benefícios maiores, pois tem o poder de tocar as fibras do ser imortal.

Tem o poder de fazer refletir; fazer mudar; de ensinar; de estimular e de fazer amar com alegria e emoção inenarráveis ao ser. É um instrumento que toca o imo de cada alma e que faz trocar olhares, respirações, vibrações!

Por fim, aos artistas espíritas cabe o DEVER de primeiramente se auto-educarem.

Como fazer algo tão importante?

Primeiramente reconhecer sua falibilidade. Reconhecer sua pequenez e saber sem sombra de dúvidas que foi e continua sendo um artista do passado falido e que está tendo talvez e provavelmente a última oportunidade de atuar neste campo levando o amor que deixou de plantar no passado recente e distante.

É hora de aproveitar e plantar o bem. Contudo, é hora de colher o mal e só por isso não é e nem será uma tarefa fácil.

O artista deve sentir na pele a incompreensão. A começar pelos mais próximos. Muitas vezes a família. Ou então, os companheiros da Doutrina e por fim os próprios companheiros e artistas espíritas... falo alguma novidade? Com certeza não!

Mais do que isso, o artista deve trabalhar não apenas na caridade da arte que como sabemos, é sim uma caridade. Caridade perigosa por “cutucar” o ego, o orgulho, o egoísmo e a vaidade, mas sempre uma caridade. É preciso estar atento e não deixar de realizar outras “caridades” que arrefecem esta vaidade. Uma caridade que não dê “ibope” ou prestígio para servir de lição a fim do que deve ser feito com amor. Lembremos do “não saiba a vossa mão esquerda o que faça a direita”...

Noutro aspecto, o artista deve conhecer! Conhecer a técnica, estudá-la, produzi-la, buscá-la no mundo e trazê-la para o seu ambiente. É preciso persistência, perseverança e muito equilíbrio. E isto se dá com o outro tipo de conhecimento: O Moral! Daí vem as reflexões, as leituras das obras codificadas, da Bíblia e tantos outros textos e obras pertinentes que acrescentem em moralidade. Não nos restrinjamos apenas a um núcleo. O Evangelho do Senhor deve ser o ponto de partida para este conhecimento! Ele é o ponto inicial e final da perfeição que devemos buscar!

Por fim, há o principal e mais grave ponto a ser considerado. O exemplo! O artista do bem (não só o espírita) deve ser o mais cobrado perante a humanidade, pois ao representar o bem sobre os palcos, nas praças, nos palanques, nas ruas, nos centros, nos teatros, nas literaturas entre outros... É necessário exemplificar tudo o que demonstra, escreve, representa e cria no dia-a-dia. Sem esmorecer.

Assim, dizemos com toda a certeza que o maior artista do bem que já existiu nesta bendita Terra foi o Mestre Jesus. Um artista autêntico que não só representou, criou, mas exemplificou. Foi o maior orador em suas palestras magníficas. Foi o maior contador de histórias, foi o maior carpinteiro que fez peças belas e simples como nunca alguém fez. Foi o maior ator que representou o amor do Pai no orbe. Enfim, poderia ter sido muito mais, só que na sua humildade e foco específicos permitiu apenas mostrar algumas de suas habilidades artísticas no mundo.

Então, qual artista você quer ser? Eu escolho o artista do bem e para isso quero ter coragem de ser o exemplo que ainda não sou, mas um dia, se o Pai permitir, o serei!

Obrigado! Jesair Pedinte – 13.06.11


Site: www.wix.com/pedintedeamor/pedintedeamor
Blog: http://pedintedeamor.blogspot.com/
E-mail: pedintedeamor@gmail.com

Deu no Jô Soares

Jô Soares

O material escolar mais barato que existe na praça é o professor!

Se É jovem, não tem experiência.
Se É velho, está superado.
Se Não tem automóvel, é um pobre coitado.
Se Tem automóvel, chora de "barriga cheia'.
Se Fala em voz alta, vive gritando.
Se Fala em tom normal, ninguém escuta.
Se Não falta ao colégio, é um 'caxias'.
Se Precisa faltar, é um 'turista'.
Se Conversa com os outros professores, está 'malhando' os alunos.
Se Não conversa, é um desligado.
Se Dá muita matéria, não tem dó do aluno.
Se Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Se Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Se Não brinca com a turma, é um chato.
Se Chama a atenção, é um grosso.
Se Não chama a atenção, não sabe se impor.
Se A prova é longa, não dá tempo.
Se A prova é curta, tira as chances do aluno.
Se Escreve muito, não explica.
Se Explica muito, o caderno não tem nada.
Se Fala corretamente, ninguém entende.
Se Fala a 'língua' do aluno, não tem vocabulário.
Se Exige, é rude.
Se Elogia, é debochado.
Se O aluno é reprovado, é perseguição.
Se O aluno é aprovado, deu 'mole'.


É, o professor está sempre errado, mas, se conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!



ESTAMOS EM 2011 E NADA MUDOU !!

Esta é para ser repassada mesmo.

terça-feira, junho 14, 2011

REENCARNAÇÃO

“A reencarnação é a volta da alma ou Espírito à vida corpórea, mas em outro corpo especialmente formado para ele e que nada tem de comum com o antigo”. (Allan Kardec, O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. IV).
Reencarnação é algo natural, de modo que foi um tema muito discutido e difundido ao longo da História da Humanidade por muitos pensadores, tais como Sócrates, Pitágoras, Platão, Apolônio e Empédocles.



Jesus – o Incomparável, o Mestre, o único Guia e Modelo, em várias oportunidades afirmou a existência da reencarnação, em João (capítulo III, versículos de 1 a 12), encontramos a elucidativa palestra de Jesus com Nicodemos (doutor da lei judeu):
Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo que ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo”.


Perguntou-lhe, então, Nicodemos: "Como pode nascer um homem já velho? Pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, para nascer segunda vez?"
Jesus respondeu: Em verdade, em verdade vos digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo. O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; o mesmo se dá com todo aquele que é nascido do Espírito”.


“Como pode ser isso?”, disse-lhe Nicodemos.
Jesus, então, afirmou: “Tu és mestre de Israel e não sabes?”
Digo-te em verdade, em verdade, que não dizemos senão o que sabemos e que não damos testemunho, senão do que temos visto. Entretanto, não aceitas o nosso testemunho. - Mas, se não me credes, quando vos falo das coisas da Terra, como me crereis, quando vos fale das coisas celestiais?"
Também, veremos a referência de Jesus com relação a João Batista ser reencarnação de Elias, referência está que está contida em Mateus (capítulo XVII, versículos 10 a 13).


Os discípulos indagaram ao Mestre: “Por que, pois, dizem os escribas que é preciso que Elias venha primeiro?”
E Jesus respondeu-lhes: “É verdade que Elias deve vir e restabelecer as coisas; mas eu vos declaro que Elias já veio e não o conheceram, mas fizeram-lhe tudo o que quiseram. É assim que eles farão sofrer o Filho do Homem. Então os discípulos compreenderam que ele lhes falara de João Batista".
“Ora, desde o tempo de João Batista até o presente, o reino dos céus é tomado pela violência e são os violentos que o arrebatam; - pois que assim o profetizaram todos os profetas até João, e também a lei. - Se quiserdes compreender o que vos digo, ele mesmo é o EIias que há de vir. - Ouça-o aquele que tiver ouvidos de ouvir. (MATEUS, cap. XI, versículos de 12 a 15.)
“Se o princípio da reencarnação, conforme se acha expresso em S. João, podia, a rigor, ser interpretado em sentido puramente místico, o mesmo já não acontece com esta passagem de S. Mateus, que não permite equívoco: ELE MESMO é o Elias que há de vir. Não há aí figura, nem alegoria: é uma afirmação positiva. -"Desde o tempo de João Batista até o presente o reino dos céus é tomado pela violência." Que significam essas palavras, uma vez que João Batista ainda vivia naquele momento? Jesus as explica, dizendo: "Se quiserdes compreender o que digo, ele mesmo é o Elias que há de vir." Ora, sendo João o próprio Elias, Jesus alude à época em que João vivia com o nome de Elias. "Até ao presente o reino dos céus é tomado pela violência": outra alusão à violência da lei moisaica, que ordenava o extermínio dos infiéis, para que os demais ganhassem a Terra Prometida, Paraíso dos hebreus, ao passo que, segundo a nova lei, o céu se ganha pela caridade e pela brandura.


E acrescentou: Ouça aquele que tiver ouvidos de ouvir. Essas palavras, que Jesus tanto repetiu, claramente dizem que nem todos estavam em condições de compreender certas verdades”. (Allan Kardec, O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo IV).


Jesus, tendo vindo às cercanias de Cezaréia de Filipe, interrogou assim seus discípulos: "Que dizem os homens, com relação ao Filho do Homem? Quem dizem que eu sou?" - Eles lhe responderam: "Dizem uns que és João Batista; outros, que Elias; outros, que Jeremias, ou algum dos profetas." - Perguntou-lhes Jesus: "E vós, quem dizeis que eu sou?" - Simão Pedro, tomando a palavra, respondeu: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo." - Replicou-lhe Jesus: "Bem-aventurado és, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne nem o sangue que isso te revelaram, mas meu Pai, que está nos céus." (Mateus, cap. XI, versículos 13 a 17; Marcos, cap. VIII, versículos 27 a 30)
Ora, se os homens da época refletiam sobre que era Jesus, obviamente acreditavam na reencarnação.


“Aqueles do vosso povo a quem a morte foi dada viverão de novo; aqueles que estavam mortos em meio a mim ressuscitarão. Despertai do vosso sono e entoai louvores a Deus, vós que habitais no pó; porque o orvalho que cai sobre vós é um orvalho de luz e porque arruinareis a Terra e o reino dos gigantes.


(ISAÍAS, cap. XXVI, versículo 19)


“É também muito explícita esta passagem de lsaías: "Aqueles do vosso povo a quem a morte foi dada viverão de novo." Se o profeta houvera querido falar da vida espiritual, se houvera pretendido dizer que aqueles que tinham sido executados não estavam mortos em Espírito, teria dito: ainda vivem, e não: viverão de novo. No sentido espiritual, essas palavras seriam um contra-senso, pois que implicariam uma interrupção na vida da alma. No sentido de regeneração moral, seriam a negação das penas eternas, pois que estabelecem, em princípio, que todos os que estão mortos reviverão”. (Allan Kardec, O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo IV)


14. Mas, quando o homem há morrido uma vez, quando seu corpo, separado de seu espírito, foi consumido, que é feito dele? -Tendo morrido uma vez, poderia o homem reviver de novo? Nesta guerra em que me acho todos os dias da minha vida, espero que chegue a minha transformação. (João, cap. XIV, versículos 10 a 14. Tradução de Le Maistre de Sacy.)


Quando o homem está morto, vive sempre; acabando os dias da minha existência terrestre, esperarei, porquanto a ela voltarei de novo. (ID. Versão da Igreja grega.)


15. Nessas três versões, o princípio da pluralidade das existências se acha claramente expresso. Ninguém poderá supor que João haja querido falar da regeneração pela água do batismo, que ele de certo não conhecia. "Tendo o homem morrido uma vez, poderia reviver de novo?" A idéia de morrer uma vez, e de reviver implica a de morrer e reviver muitas vezes. A versão da Igreja grega ainda é mais explícita, se é que isso é possível: "Acabando os dias da minha existência terrena, esperarei, porquanto a ela voltarei", ou, voltarei à existência terrestre. Isso é tão claro, como se alguém dissesse: "Saio de minha casa, mas a ela tornarei”.


"Nesta guerra em que me encontro todos os dias de minha vida, espero que chegue a minha transformação". João, evidentemente, pretendeu referir-se à luta que sustentava contra as misérias da vida. Espera a sua mutação, isto é, resigna-se. Na versão grega, esperarei parece aplicar-se, preferentemente, a uma nova existência: "Quando a minha existência estiver acabada, esperarei, porquanto a ela voltarei". João como que se coloca, após a morte, no intervalo que separa uma existência de outra e diz que lá aguardará o momento de voltar.


Nestas passagens, assim como em outras, fica muito clara a existência das reencarnações. Como diria o Mestre, “Ouça aquele que tem ouvidos para ouvir”.


Finalizando, em O Livro dos Espíritos, Kardec indaga na questão 132:
Qual o objetivo da encarnação dos Espíritos?


Resposta dos Espíritos Superiores:
"Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição. Para uns, é expiação; para outros, missão. Mas, para alcançarem essa perfeição, têm que sofrer todas as vicissitudes da existência corporal: nisso é que está a expiação. Visa ainda outro fim a encarnação: o de pôr o Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da criação. Para executá-la é que, em cada minuto, toma o Espírito um instrumento, de harmonia com a matéria essencial desse mundo, a fim de aí cumprir, daquele ponto de vista, as ordens de Deus. É assim que, concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta".